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Alimentos pesando no bolso

Efeito da pandemia e da dança do mercado, com produção menor e maior exportação em alguns casos, alimentos da cesta básica vão aumentando de preço e puxando a inflação

Por Guilherme Schmidt
Publicado em: 10.09.2020 às 13:50 Última atualização: 10.09.2020 às 13:50

Apesar de o País não ter há anos um tabelamento de preços (nos anos 1980 o governo Sarney tentou fazer este controle e não deu certo, com produtos sumindo das prateleiras), a alta geral de produtos fez com que o assunto voltasse à tona. Mas o governo federal até já descartou uma medida extrema destas, que, normalmente, apesar de parecer protetiva ao consumidor, acaba resultando em sérios problemas para a economia. Após até cobrar explicações do setor de supermercados e produtores para a alta de preços, principalmente de produtos da cesta básica, o governo federal já anunciou algumas medidas, como, no caso do arroz, zerar imposto para importação. Produtores e mercados dizem que, infelizmente, a realidade é esta: de preços subindo neste ano atípico de pandemia e de crise econômica global. E na ponta final o consumidor é obrigado a engolir e se adaptar. Em um País com alta taxa de desemprego, salários achatados e grande parte da população com poder aquisitivo achatado, crise é palavra amena para se utilizar em 2020. 

"Vilões" na mesa

Arroz e óleo de soja tiveram altas que chamaram atenção nos últimos dias. Mas foi raro o produto da cesta básica que não registrou aumento nos últimos meses. Segundo especialistas e a lógica do nosso cotidiano, a pandemia causou efeitos como alta na exportação de produtos brasileiros em função da elevada cotação do dólar, quebra de produção e a decorrente diminuição de produtos no mercado interno. E aí tudo acaba mexendo no bolso do consumidor, que, aliás, também teve uma porção de culpa imposta por governo e mercado: o aumento do consumo de produtos da cesta básica por ter ficado em casa e ter feito mais refeições no próprio lar.

Patriotismo?

O presidente Jair Bolsonaro chegou falar em “patriotismo” aos supermercados e produtores neste momento de crise, pedindo que, pelo menos nos produtos da cesta básica a margem de lucros seja menor (o que, aliás, seria algo nada injusto de pedir, já que o setor alimentício foi um dos que, apesar das restrições e limitações, não fechou na pandemia). Mas os setores já alegaram que não têm como frear os preços. E até preveem aumentos até o fim do ano.

E a BR-116?

Apesar de algumas obras, a rodovia ainda apresenta muitos buracos na região. E até o final do mês finda o tal contrato emergencial (seriam quatro meses) com a empresa responsável pela manutenção da BR-116 entre Nova Petrópolis e Porto Alegre. O Dnit deve renovar, já que não tempo hábil para concluir uma nova licitação do trecho. Ou será que a rodovia ficará mais uns meses (assim como ficou de fevereiro a junho deste ano) sem serviços de limpeza e manutenção?

A baixa da gasolina

Ontem, alguns postos até chegaram a reduzir o litro a R$ 4,11, em torno de 7% em relação ao valor de duas semanas atrás, em R$ 4,44, praticamente seguindo as reduções de 3% e 5% que a Petrobras anunciou nas duas últimas semanas. Mas, em média, o "novo" valor da gasolina na região é o de R$ 4,19.



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