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A providencial lei da comida

Finalmente o País flexibiliza uma lei que fazia restaurantes, mercados e outros estabelecimentos do setor de alimentação simplesmente jogar no lixo toneladas de comidas que poderiam ser importantes para quem não tem o que comer

Por Guilherme Schmidt
Última atualização: 26.06.2020 às 12:07

É de grande importância a lei aprovada no Congresso e sancionada pelo governo Bolsonaro (a Lei n.º 14016/2020) sobre aproveitamento de alimentos aproveitáveis para consumo humano que não foram consumidos em empresas, supermercados, restaurantes, lanchonetes e outros estabelecimentos que fornecem alimentos. Diariamente, em um cálculo superficial, o Brasil joga no lixo entre 20 e 30 milhões de toneladas/dia de alimentos que poderiam ser reaproveitados. Mas isso não ocorria por que as empresas viam muitos entraves e uma responsabilização pesada sobre doações. Agora, ainda existe a responsabilidade de doar produtos bons, mas há flexibilização nesta ação. E neste momento de dificuldades é preciso buscar alternativas para dar alimento à população carente. Claro que dentro de regras de higiene e validade de alimentos.

Há anos se fala sobre esta “indústria do desperdício” em um País onde há uma periferia de famílias carentes que poderiam ser beneficiadas por estas toneladas de comida aproveitável. Agora, é preciso que a sociedade se organize para fazer esta lei valer na prática e para levar alimento a quem precisa, sempre com responsabilidade e cuidado com a saúde.

Movimento acima do esperado

Mesmo com chuva e boa parte do comércio fechado, o Centro leopoldense tinha muitas pessoas na rua ontem. Menos que na última semana, mas ainda mais do que se esperava. A maioria estava de máscara. O mesmo acontece hoje. Na realidade, com a liberação de uma lista bem mais elástica de serviços essenciais em relação ao que havia se definido em março/abril, muitas estabelecimento estão abertos.    

Incrível o descaso

Com a chegada do frio, com previsão de temperatura perto do zero grau e uma mínima, bem mínima chance de flocos de neve (a geada é certa) nas partes altas do Estado, tem gente ligando para hotéis serranos para passear em tempos de pandemia. Os hotéis só podem receber 50% da capacidade, e as previsão de alguns é de "lotar" neste limite máximo. Depois querem reclamar que o Estado deixou esta ou aquela região na bandeira vermelha e está provocando uma crise... São pessoas como estas, turistas inadequados, que  ajudam a trazer ou levar o vírus de um lado para o outro. 

Clima para ficar em casa

Aliás, falando em previsão do tempo, deste fim de semana até quarta-feira, frio e chuvinha. Tem clima mais propício para se praticar o "fique em casa"? Na rua só deveria estar os que vão ao trabalho ou precisa comprar algo indispensável. 

A primeira suspeita há 5 meses

Neste domingo se completam cinco meses da primeira suspeita de caso do novo coronavírus ( (ainda nem se falava de Covid-19, denominação da doença que só seria adotada mundialmente a partir de fevereiro) na região e, na realidade, em todo o o Estado. Foi em São Leopoldo. Lembra? Era 28 de janeiro. Felizmente o caso - além de mais duas suspeitas periféricas - acabou sendo descartado.

E o primeiro caso?

O primeiro caso confirmado do novo coronavírus ocorreria mais de um mês depois: em Campo Bom, dia 10 de março. Era o primeiro do Estado. Passados 108 dias, são mais de 3,6, mil casos aqui no Vale do Sinos, Caí e Paranhana e mais de 23 mil no RS.

E a gasolina rumo aos 4

Como dito aqui ontem, a gasolina bateu nos 4 reais. Na maioria dos postos ficou em R$ 3,99, mas nos próximos dias devemos já pagar acima dos 4 pila. Na capital já tem posto cobrando R$ 4,20 e até acima disso. Desta quinta para sexta-feira, alguns postos do Vale do Sinos até deram uma baixada, chegando em R$ 3,89 em alguns lugares. Talvez seja uma boa aproveitar, porque o cenário é de não baixar muito mais que isso. A tendência de voltarmos aos preços do primeiro trimestre do ano parece inevitável.


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