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Relaxamento em trânsito em meio à pandemia

Menos máscaras, mais aglomerações, distanciamento insuficiente... Parece que a pandemia passou, só que não!

Por Guilherme Schmidt
Última atualização: 21.05.2020 às 19:10

A flexibilização do comércio e a volta de maioria das atividades econômicas parece ter dado a boa parte da população a impressão de que o pior da pandemia da Covid-19 já passou (e isso está longe da verdade, segundo especialistas). A prova desta sensação de "normalidade" é que, após uma adesão de 90% no uso das máscaras na última semana (até pela obrigatoriedade anunciada em decreto estadual e ratificada nos municipais), nesta semana já era possível ver que muitas pessoas deixaram a proteção de lado nas ruas de São Leopoldo e Novo Hamburgo e também de algumas outras cidades da região. Defronte a uma movimentada lancheria, no Centro leopoldense, um grupo de cinco motoboys conversava, um próximo do outro, sem máscara. E a função deles é entregar lanches na casa dos outros... O que se espera é que este relaxamento nas ruas não se transforme em aumento de casos de Covid-19 e, o pior, de internações hospitalares e até de mortes.

Uso e polêmicas

A questão do uso de máscaras no ambiente de trabalho, quando ele é controlado, com poucas pessoas por metro quadrado e com medidas de higienização contínuas como limpeza e uso do álcool gel, tem sido bastante debatida. Até porque a eficácia das máscaras tem um limite, tipo até o momento em que ela umedece ou de duas a três horas, dependendo o material. Por isso é importante, com máscara, não falar muito, pois isso umedece mais rapidamente o material. E no trabalho a pessoa deveria trocar de duas a quatro vezes de máscara, dependendo do tempo da jornada de trabalho. É, nada fácil viver em tempo de pandemia.

A cloroquina do Jair

Com ministro militar (e sem conhecimento técnico com a área de saúde) a seu mando, o presidente Jair Bolsonaro finalmente venceu a guerra no Ministério da Saúde após a queda de dois ministros médicos. A cloroquina e a hidroxicloroquina estão orientadas para uso em pacientes com sintomas leves de Covid-19. Isso com um termo que deve ser assinado pelo paciente, algo do tipo "é por sua conta e risco".

Sem prova científica

A comunidade médica se dividiu entre quem defende e quem ataca o uso da cloroquina, o que na realidade já ocorre até em hospitais da região. O único ponto com o qual todos concordam é que ainda não há evidência científica de sua eficácia no combate ao vírus. Aliás, o próprio documento do governo federal confirma isso. Ficou por conta e risco do paciente e do médico.

Demagogia nas redes

Muitas mensagens circulam pelas redes sociais, principalmente nos grupos de Whatsapp falando que tem gente preocupada com a cloroquina em um País que muitos usam diversos remédios do tipo sem receita médica. É mais uma daquelas distorções utilizadas por partidários deste ou daquele líder político, infelizmente. A verdade é que ambos são decisões erradas. É errado se automedicar e ainda mais quando é algo contínuo e também é errado receitar algo que não é indicado para tal fim só "achando" que esta é a solução. As pessoas não devem ser usadas como cobaias; é preciso embasamento científico, o que, até o governo federal em sua decisão mostra que no momento não existe em relação ao uso da tal coloroquina.    

Parece pardal, mas não é

As estradas administradas pela CCR ViaSul receberão neste ano equipamento de controle de fluxo que parece um pardal, mas que não multa. Pontos da BRs 290 (free way), 101, 448 e 386 receberão os aparelhos do Programa Alerta Brasil, importante para o controle viário da Polícia Rodoviária Federal.Ainda sem data para instalação dos novos aparelhos, outros já existem em algumas rodovias, como na BR-116, perto do Zoológico de Sapucaia do Sul. Muita gente freia achando que é pardal, mas não é (pelo menos por enquanto).


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