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Notícias | Rio Grande do Sul GOVERNO DO RS

Ex-governador Eduardo Leite anuncia pré-candidatura ao Piratini

Sem chance de concorrer ao Palácio do Planalto, tucano muda o discurso e vai concorrer à reeleição

Por Eduardo Amaral
Publicado em: 13.06.2022 às 13:35 Última atualização: 13.06.2022 às 18:45

O ex-governador Eduardo Leite (PSDB) anunciou nesta segunda-feira (13) sua pré-candidatura ao cargo de governador. O anúncio foi feito na sede estadual do partido, no Centro de Porto Alegre. “Comunico aos gaúchos e gaúchas que sou candidato à reeleição. Foi uma decisão tomada em conjunto, inclusive com o vice-governador Ranolfo.”

Ex-governador Eduardo Leite durante anúncio da pré-candidatura ao governo do RS
Ex-governador Eduardo Leite durante anúncio da pré-candidatura ao governo do RS Foto: Eduardo Amaral/GES-Especial
Contrariando a promessa de campanha de que não concorreria à reeleição, Leite recuou após ver por duas vezes frustradas suas tentativas de ser candidato a presidente. Durante a coletiva de anúncio da chapa, o ex-governador, que renunciou no dia 31 de março, esclareceu que começou "a amadurecer a ideia de concorrer a um novo mandato em janeiro”.

Sobre a mudança no discurso, Leite alegou que só aceitou concorrer por estar fora do cargo. “Fora do cargo eu sou um candidato a governador e não um governador candidato", afirmou ele, utilizando a renúncia como principal argumento para justificar a guinada em sua carreira política, já que ele próprio sempre se mostrou contrário ao expediente da reeleição.

Derrotas nacionais

Em 2021, o então governador começou a buscar voos mais altos e articular uma candidatura ao Palácio do Planalto pelo PSDB. O primeiro movimento dos tucanos contrários a João Doria, então governador de São Paulo e já candidato à Presidência, ocorreu no dia 11 de fevereiro, em uma reunião partidária no Palácio Piratini. Acompanhado de deputados federais e senadores, Leite dava os primeiros passos rumo a uma disputa interna.

O confronto foi duro, com troca de acusações de fraude nas urnas durante as prévias presidenciais do partido e tom ríspido entre os adversários Doria e Leite. Enquanto isso, Tasso Jereissati, outro postulante a cabeça de chapa pelos tucanos, figurava como mero coadjuvante.

Leite saiu derrotado das prévias realizadas em novembro, mas não se conformou com o resultado. No dia 31 de março deste ano, o político gaúcho renunciou ao cargo de governador na intenção de articular uma candidatura paralela junto ao MDB e ao União Brasil. O movimento ocorreu após semanas de conversas com o PSD, partido comandado por Gilberto Kassab, que apelava a Leite para que assumisse a candidatura à Presidência pela sigla. As promessas ao gaúcho, porém, eram frágeis: na outra ponta, membros do partido negociavam com as candidaturas de Jair Bolsonaro (PL) e de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Renúncia

Na coletiva do dia 31 de março, quando anunciou a renúncia ao cargo e a permanência no PSDB, Leite foi evasivo ao responder questões feitas por jornalistas sobre seu futuro político. “A renúncia me abre todas as possibilidades e não me fecha nenhuma”, repetiu incontáveis vezes naquele dia. Entretanto, uma das poucas respostas categóricas foi justamente sobre a sucessão no Estado, ao apontar o vice, Ranolfo Vieira Júnior (PSDB), como seu candidato.

Leite nega plano B

Mesmo derrotado duas vezes no plano nacional, Leite nega que a candidatura ao Piratini seja um plano B e sustenta que, na verdade, a alternativa já era estudada desde janeiro. "Se o plano A fosse ser candidato a presidente, eu teria trocado de partido”, afirmou durante a coletiva desta segunda-feira, lembrando a oferta de Kassab.

Leite acrescentou que sua saída da disputa nacional foi uma forma de não prejudicar a chamada "terceira via". “Nunca fiz política colocando aspiração pessoal acima de como poderia contribuir com a política. Eu poderia estar lá tumultuando esse processo”, disse, citando a desistência de Doria da disputa presidencial.

Aliás, enquanto Leite concedia entrevista coletiva como pré-candidato ao Piratini, jornais do centro do País anunciavam a saída de Doria da vida pública, ao menos para a eleição deste ano.

Articulação local

Agora, Leite tentará compor uma aliança com o MDB, e o favorito para assumir o cargo de vice é Gabriel Souza. Porém, a intenção esbarra na resistência interna de integrantes do partido que almejam candidatura própria.

"É legítimo que o MDB queira a cabeça de chapa. O PSDB também sempre teve candidato nacionalmente, mas abriu mão neste ano em favor da Simone Tebet", afirmou Leite durante a coletiva, mandando recado ao partido aliado.

O impacto das idas e vindas do ex-governador será medido nas urnas em outubro, como o próprio Leite fez questão de lembrar: "Quem vai fazer o julgamento sobre se esse caminho é bom ou não é a população."

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