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Notícias | Rio Grande do Sul AGRONEGÓCIO

Estiagem compromete 41,9% da safra de grãos no Rio Grande do Sul, projeta Emater

Produção de soja cairá pela metade em relação à previsão inicial, aponta a instituição

Publicado em: 08.03.2022 às 12:27 Última atualização: 08.03.2022 às 12:30

Quase metade da safra de grãos 2021/2022 no Rio Grande do Sul foi comprometida pela estiagem, a mais severa dos últimos anos. É o que aponta a estimativa final do ciclo de verão divulgada nesta terça-feira (8) pela Emater/RS-Ascar na Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, no norte do Estado.

Estiagem no Rio Grande do Sul em janeiro de 2022. Seca em Santo Ângelo.
Estiagem no Rio Grande do Sul em janeiro de 2022. Seca em Santo Ângelo. Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini
Segundo o levantamento realizado entre os dias 16 e 28 de fevereiro, em relação à estimativa inicial de 33,6 milhões de toneladas colhidas, haverá perda de pelo menos 41,9% na produção média estadual dos principais grãos de verão no Estado. A safra ficará na faixa de 19,5 milhões de toneladas.

Pela ordem, as culturas mais prejudicadas pela falta de chuvas são milho (quebra de 55%) e soja (quebra de 52% em relação ao previsto). No feijão as perdas chegam a 36% na primeira safra e 10,7% na segunda e, no arroz, a 4,5%. Em relação à produção da safra passada (33,1 milhões de toneladas no Estado), a perda média estadual chega a 41,1%, sendo 53,3% na soja, 37,5% no milho, 27% no feijão primeira safra, 13,5% no feijão segunda safra e 13,1% no arroz.

Durante a apresentação dos dados, o diretor técnico da Emater/RS, Alencar Rugeri, afirmou que a situação da estiagem e seus efeitos são muito variados. E os números divulgados pela instituição, que referem aos dados repassados pelos municipais na segunda quinzena de fevereiro, visam estabelecer o cenário daquele momento, com perdas já consolidadas. “A Emater divulga médias estaduais e, em função disso, naturalmente elas poderão diferir muito dos números individuais de cada município ou de cada propriedade”, adverte.

Rugeri explica ainda que a média leva em conta a produção total do Estado, desde áreas mais atingidas até áreas pouco atingidas pela estiagem, que afeta as diferentes culturas, em função de diversos fatores como cultivar, época de plantio, tipo de solo, pluviosidade e outros, que são muito variáveis entre as regiões e mesmo dentro dos municípios.

 

Os números

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