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Notícias | Rio Grande do Sul SEM RISCOS

Gigantesca nuvem de poeira vinda da Patagônia chega ao RS

A previsão é de que, no Brasil, fenômeno permaneça predominantemente sobre o mar

Publicado em: 26.10.2021 às 10:22 Última atualização: 26.10.2021 às 10:33

A imensa nuvem de poeira que se desloca da Patagônia chegou ao Rio Grande do Sul no começo desta terça-feira (26). A MetSul Meteorologia confirma a chegada das partículas que saíram do extremo sul da América do Sul no último domingo.   

Apesar do tamanho, ela dificilmente será percebida e não oferece qualquer risco por não ser densa e estar quase totalmente sobre o mar.

Imagens de satélite do começo da manhã desta terça-feira mostram com nitidez a presença da poeira
Imagens de satélite do começo da manhã desta terça-feira mostram com nitidez a presença da poeira Foto: MetSul/Reprodução

As primeiras imagens de satélite mostravam com nitidez a presença da poeira sobre o oceano na costa do Uruguai e da região Sul do RS.

Nesta manhã, a poeira tinha uma área sobre o Atlântico de 1,26 milhão de quilômetros quadrados (mais de quatro vezes a área territorial do Rio Grande do Sul) e estava junto ao Chuí e Santa Vitória do Palmar e a aproximadamente 500 quilômetros a Sudeste de Porto Alegre e 400 quilômetros de Mostardas, de acordo com o cientista da NASA especialista em aerossóis Santiago Gassó.

A nuvem estava atrás de uma frente fria que se estende por uma enorme faixa no Atlântico Sul.

A meteorologista Estael Sias explica que, na prática, as pessoas sequer devem perceber a presença da poeira no céu porque sua maior densidade está sobre o oceano.

Frente fria

A frente fria que passa pela costa gaúcha vai seguir no sentido Nordeste de forma que a poeira seguirá indo mais para o Norte sobre o mar. O material particulado deve permanecer quase que totalmente sobre o mar e sua concentração deve diminuir cada vez mais, sem efeitos no tempo do Sul do Brasil.

Céu acizentado e leitoso no Sul do RS

Parte pequena da nuvem de poeira alcançou o Extremo Sul gaúcho e, nesta manhã, o céu estava azul. Em Santa Vitória do Palmar, o setor Sul do município, no horizonte se observava o céu com aspecto mais acinzentado e leitoso, como se tivesse fumaça de queimadas em suspensão.

Fênomeno raro

É comum o RS, por correntes de vento de Norte, receber ingresso de fumaça de queimadas da Amazônia, Bolívia, do Centro-Oeste do Brasil, Paraguai e Nordeste da Argentina. Contudo, material particulado vindo do Sul do continente é muito raro, destaca a meteorologista.

"Exceção de erupções vulcânicas nos Andes, com histórico de chegada de cinzas ao Rio Grande do Sul, as nuvens de poeira formadas por vento forte na Patagônia não costumam alcançar o território brasileiro. Elas são menores e com tendência de deslocamento para Leste e Sudeste no Sul do continente, ou seja, tendem a permanecer a milhares de quilômetros de distância daqui."

 

Consequência de temporal

A nuvem de poeira, incomum pela sua enorme dimensão e deslocamento muito para Norte, foi consequência de um temporal de vento que atingiu durante o domingo a região da Patagônia. Em uma região já acostumada com grandes temporais de vento, este foi qualificado como o mais intenso dos últimos anos, com rajadas com força de furacão e que trouxeram muitos danos.

O temporal coincidiu com uma frente fria que avançou sobre o mar pelo litoral da Argentina e que trouxe junto para latitudes do Centro da Argentina, Uruguai e o Sul gaúcho a poeira da região patagônica.

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