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Notícias | Rio Grande do Sul IMPACTO FINANCEIRO

Renda de 45% das famílias gaúchas caiu pela metade ou menos da metade na pandemia, diz pesquisa

Levantamento da Assembleia Legislativa elencou impactos da pandemia da Covid-19 na vida dos gaúchos. Mais pobres foram os mais afetados financeiramente

Publicado em: 23.09.2021 às 11:25 Última atualização: 23.09.2021 às 11:39

Quase 70% das famílias gaúchas tiveram a situação financeira afetada pela pandemia da Covid-19. A renda chegou a cair pela metade ou menos da metade em 45% dos lares. Os dados são da pesquisa realizada pelo Instituto Pesquisas de Opinião (IPO), a pedido da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

Moradores de 40 municípios, de oito regiões do Estado, foram ouvidos. No total, 1,5 mil pessoas, com 16 anos ou mais, participaram da pesquisa.

Conforme o estudo, a pandemia agravou a desigualdade social no Estado, uma vez que os lares mais pobres foram os mais prejudicados. Segundo a pesquisa, quanto menor a renda familiar, maior o percentual de impacto. Entre famílias com renda de até dois salários mínimos, 77% tiveram prejuízos financeiros. Esse percentual cai para 40% entre as famílias de classe alta. (Veja no gráfico abaixo).

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. Foto: ALRS

O levantamento também sugere que os gaúchos se percebem “mais pobres” durante a pandemia.

Antes da pandemia, 53,5% das pessoas se percebiam como pobre ou classe baixa. Durante esse período, o indicador subiu para 70,6%.

Pouco mais de um quarto das famílias (26,8%) precisou de apoio durante a pandemia para comprar alimentos. Dessas, 15,5% contaram com a ajuda de parentes e amigos. Além disso, 20,9% dos gaúchos declararam receber auxílio de algum programa social. O mais citado foi o Auxílio Emergencial.

Mais da metade dos entrevistados (53,8%), segundo a pesquisa, acredita que a economia do RS vai melhorar nos próximos 12 meses e também aposta na recuperação da situação financeira da família. O principal anseio é por um projeto de retomada econômica que gere empregos ou fomente o empreendedorismo.

Primeira infância

O levantamento apontou que os gaúchos são favoráveis a investimentos destinados à primeira infância, período da vida que vai da gestação até os 6 anos de idade. 

Quase 90% acreditam que o governo do Estado deveria se preocupar em auxiliar financeiramente as famílias necessitadas que tem crianças nessa faixa etária, e 85,7% avaliam que o governo deve priorizar investimentos para a primeira infância, a fim de combater a desigualdade social.

Ensino superior

Em 15,6% dos lares gaúchos que possuem estudantes em ensino superior, foi necessário cancelar ou trancar a matrícula durante a pandemia. Perfil desses lares:

Ainda conforme a pesquisa, 96,4% avaliam que governo do RS deveria investir em bolsas de estudo para os alunos que estão com dificuldades de custear o seu curso superior.

Propostas do Legislativo

O estudo foi encomendado para verificar a necessidade de leis que possam subsidiar políticas públicas de combate à desigualdade social no Estado.

Na tarde de quarta-feira (22), o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Gabriel Souza (MDB), apresentou duas propostas para minimizar os impactos da pandemia. As ações voltadas para a primeira infância e ensino superior consideram os resultados da pesquisa.

As iniciativas buscam viabilizar mais recursos e melhorias para estes setores por meio da destinação de 0,5% da receita do Estado para o ensino superior, em cumprimento à Constituição Estadual.

“Em 2020, o Estado aplicou 0,29% da sua receita própria líquida em ensino superior. Estamos propondo que os outros R$ 70 milhões que faltam para alcançar o percentual estipulado em lei sejam aplicados progressivamente”.

Também propôs a criação de um projeto de lei que aumente de forma gradual e progressiva a partilha da arrecadação do ICMS com os municípios, conforme ranking dos melhores indicadores da primeira infância.

A medida consiste em uma legislação que vincule o ICMS aos índices da faixa etária, incentivando assim a melhoria na performance dos municípios, e incluindo um novo critério no Primeira Infância Melhor (PIM). Trata-se do Critério Especial da Primeira Infância (Cepi).

“A previsão é que ele seja implementado ao longo de dez anos até alcançar 25% do índice de participação dos municípios”, disse o presidente da AL.

Também será baseado no atendimento das creches e pré-escolas e na cobertura de programas de visitação domiciliares, bem como o pré-natal, entre outras ações. Nesse contexto, o Executivo pode definir as diretrizes do cálculo e deverá treinar os municípios quanto à nova metodologia. Mais de 200 cidades gaúchas participam do PIM atualmente.

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