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Notícias | Rio Grande do Sul Tentativa de homicídio

Polícia indicia mulher que jogou recém-nascida de ônibus em Panambi

Crime aconteceu no dia 30 de junho no noroeste do Estado; inquérito foi concluído nesta sexta-feira

Publicado em: 09.07.2021 às 17:31 Última atualização: 09.07.2021 às 17:50

A Polícia Civil indiciou por tentativa de homicídio qualificado a mulher que assumiu ter arremessado o próprio bebê pela janela de um ônibus em Panambi, no noroeste do Estado. O inquérito que investigava o caso foi concluído nesta sexta-feira (9). Conforme a Polícia, as qualificadoras, que podem ampliar a pena em caso de condenação, são motivo torpe e emprego de meio cruel, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.

A investigação constatou, a partir de mensagens de celular e depoimentos de familiares e passageiros do coletivo, que a jovem, de 20 anos, tinha plena consciência de seus atos e que seu propósito era o de atentar contra a vida de sua filha recém-nascida.

O crime aconteceu na manhã do dia 30 de junho. Segundo a Polícia, a mulher deu à luz dentro do banheiro do ônibus intermunicipal, que fazia a linha entre Porto Alegre e São Nicolau. Em seguida, ela colocou a recém-nascida dentro de uma sacola plástica e arremessou o bebê pela janela. O veículo estava em movimento. A criança foi socorrida por policiais, ainda com o cordão umbilical, em uma ciclovia na Avenida Presidente Kennedy e encaminhada ao hospital.

No mesmo dia, a mulher foi localizada pela Polícia no município de Dezesseis de Novembro, após denúncias anônimas. Interrogada, assumiu a autoria do delito e declarou que escondeu a gravidez de seus familiares, que não sabia quem seria o pai do bebê e que não teria condições de criar a criança. Na manhã seguinte, ela foi presa preventivamente.

A versão apresentada pela mulher foi confirmada durante a investigação policial. A Polícia Civil chegou a submetê-la a perícia para verificar a possibilidade de alterações psíquicas em razão do estado puerperal no momento do crime. Realizada junto ao Departamento Médico-Legal do IGP de Ijuí, o exame não apontou evidências de que a acusada tivesse praticado o crime em razão de alterações físicas ou psíquicas.

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