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Notícias | Região TRANSPORTE

Ex-funcionários da Sogal cobram parcela atrasada

Verbas trabalhistas são referentes a março e ainda não foram pagas

Publicado em: 28.04.2022 às 03:00 Última atualização: 28.04.2022 às 09:07

 


Os ex-funcionários da Sogal, empresa responsável pelo transporte público de Canoas, voltaram a cobrar a companhia e a Administração Municipal por causa do atraso no pagamento do acordo trabalhista. A parcela referente ao mês de março ainda não foi paga aos 350 trabalhadores demitidos em 2020. O valor mensal da dívida é de R$ 1,2 milhão.

De acordo com o advogado que representa o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Canoas (Sintrocan), Leonardo Damé, já são 28 dias de atraso e a próxima parcela vence no final deste mês. "A cada dia atrasado, a multa que a empresa deve pagar é de 1%, relativo ao valor devido ao trabalhador", informa.

Segundo o advogado, o acordo costurado entre Ministério Público do Trabalho, sindicatos das categorias, trabalhadores e Sogal, determina que os valores sejam pagos em até 51 parcelas. "Até o momento já foram 18 parcelas", informa.

Dívidas totais

Damé destaca que a dívida trabalhista da Sogal está na casa dos R$ 7 milhões. Já da Vicasa, que faz parte do mesmo grupo, é de R$ 10 milhões. "Somando os valores das duas organizações temos R$ 18 milhões em dívidas totais, sendo que R$ 8 milhões são trabalhistas."

O advogado ressalta, no entanto, que o contrato vinha sendo cumprido nos últimos meses. "Já tivemos períodos em que duas parcelas não haviam sido pagas, o que acaba acumulando um valor mais expressivo e conseguimos reverter a situação."

Previsão

Damé estima que até final do primeiro semestre deste ano, 30% dos trabalhadores devem ter acordos quitados, se não houver mais problemas. "Para o início do ano que vem (2023), pelos nossos registros, a empresa ainda estará em dívida com cerca de 30% dos profissionais".

De acordo com o advogado, há um recurso de um empreendimento realizado em um dos terrenos que pertencia aos donos da Sogal que que cobre parte das parcelas do acordo. Outros bens registrados em nome da empresa ou da família também estão sendo vendidos ou leiloados.

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