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Mulher é presa suspeita de mandar matar assassino do filho em Esteio

Investigada, de 39 anos, foi capturada na manhã desta terça-feira (30), na Vila Pedreira

Por Renata Strapazzon
Publicado em: 30.11.2021 às 09:58 Última atualização: 30.11.2021 às 09:58

A promessa de vingança de uma mãe após ter o filho morto por um disparo acidental de arma de fogo perdurou por oito anos até ter novos desdobramentos nos últimos meses, em Esteio. O mais recente deles na manhã desta terça-feira (30), com a prisão da mulher, suspeita de mandar matar o assassino do filho. 

Ação policial foi desencadeada na manhã desta terça-feira (30), na Vila Pedreira, em Esteio
Ação policial foi desencadeada na manhã desta terça-feira (30), na Vila Pedreira, em Esteio Foto: Polícia Civil/Especial

De acordo com a Polícia Civil, o filho da mulher, um menino de 10 anos, morreu no dia 24 de julho de 2013, na Vila Pedreira. Segundo apurado na época pela Polícia, o garoto assistia televisão na casa de um amigo quando foi atingido por um tiro acidental, efetuado pelo irmão adolescente do amigo da vítima enquanto este manuseava uma arma de fogo. 

Por esse crime, o menor infrator respondeu a procedimento por homicídio doloso, sendo aplicada medida sócio educativa. "Ocorre que, desde a época do fato, a mãe e os irmãos do menino morto prometeram vingança, levando o adolescente a se afastar da Vila Pedreira por um longo período", explica a delegada Luciane Bertoletti, titular da Delegacia de Polícia de Esteio. 

Conforme a delegada, no último dia 11 de setembro, o acusado pela morte da criança, hoje um homem com 25 anos, foi vítima de uma tentativa de homicídio em via pública. Depois de sair de um mercadinho na Vila, ele foi atingido por dois disparos de arma de fogo no rosto e abdômen. Por conta dos ferimentos, o homem acabou ficando paraplégico.

Durante as investigações da tentativa de homicídio, agentes da DP de Esteio descobriram que o autor dos disparos era o então companheiro da mãe do menino morto há oito anos. No último dia 17 de novembro, o executor da tentativa de homicídio foi morto em um confronto com a Brigada Militar em Farroupilha, após praticar um assalto a uma loja de armas daquela cidade. 

Conforme a delegada Luciane, a mulher presa temporariamente hoje já possuía antecedentes por tráfico, roubo e associação criminosa. “A prisão temporária é um importante instrumento para a investigação, pois há a necessidade de ouvir a mandante do crime e realizar os reconhecimentos pessoais”, pontua a delegada. 

"Todo o crime de homicídio tem que ser investigado, independente do contexto, e depois julgado pelo Tribunal do Júri, onde será avaliado pela sociedade”, frisa o diretor da 2ª Delegacia Regional de Polícia Metropolitana (2ª DPRM), o delegado Mario Souza.  

 

 

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