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Notícias | Região SAÚDE

Granpal espera nova proposta para distribuição dos recursos de hospitais

No formato atual, programa Assistir, do governo do Estado, pode gerar perda de R$ 38,9 milhões ao ano para a região

Por Débora Ertel
Publicado em: 16.11.2021 às 17:03 Última atualização: 17.11.2021 às 09:33

A Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal) decidiu esperar até 30 de novembro para que o governo do Estado apresente uma nova proposta para o programa Assistir.

Associação decidiu esperar nova proposta do governo do Estado
Associação decidiu esperar nova proposta do governo do Estado Foto: Alex Rocha/PMPA/ arquivo
A proposta, que foi apresentada em agosto pelo Piratini, cria novos critérios para distribuição de recursos a hospitais públicos, mas não agradou todos os gestores municipais. De acordo com levantamento feito pela Granpal, o programa poderia gerar uma perda de R$ 167 milhões para os 19 municípios que integram a associação.

Na região de cobertura do Jornal NH, o programa representaria um corte de R$ 38,9 milhões no ano, ou cerca de 35% dos recursos. Atualmente, o repasse é de R$ 109,7 milhões ao ano, com projeção de ser reduzido para R$ 70,8 milhões. Já em nível estadual, as perdas somam R$ 205 milhões nos repasses da saúde, conforme a Granpal.

Prazo é 30 de novembro

Os prefeitos estiveram reunidos nesta terça-feira (16) em um encontro virtual. Entre eles estava a vice-presidente da entidade e prefeita de Novo Hamburgo, Fatima Daudt, e o prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi.

Segundo Fatima, a entidade está confiante de que o governo do Estado apresentará uma proposta melhor em relação à anunciada em agosto. No entanto, se a nova versão não atender as necessidades dos municípios, a Granpal não descarta a judicialização da proposta. "Por enquanto, nós vamos esperar até o final de novembro", garante Fatima.

"Nós resolvemos que vamos esperar até 30 de novembro para receber alguma resposta do governo do Estado, mas já estamos há meses tentando negociação e sem receber retorno positivo. Estamos com uma campanha publicitária para ser lançada e só faremos isso depois do dia 30, conforme a resposta", ressalta o prefeito Ary Vanazzi, afirmando ainda que não será aceita nenhuma perda de receita. "Queremos que aumentem os serviços a serem oferecidos mas com mais investimentos do Estado, e não remanejamento", argumenta.

Prazo

Esse não foi o primeiro movimento de pressão realizado pelos prefeitos que ficaram insatisfeitos com o Assistir. No final de agosto, após manifestação de desagrado e reclamações dos prefeitos de falta de diálogo, Eduardo Leite garantiu que até janeiro de 2022 seguiriam inalterados os repasses aos hospitais através do Programa Assistir. Antes disso, a mudança estava programada para começar a partir da competência do mês de setembro.

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