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Notícias | Região COMUNIDADE

Com incentivo financeiro, Esteio oportuniza vida nova para ex-carroceiros

Prefeitura proibiu uso de tração animal na cidade, mas destinou verba para que famílias buscassem nova fonte de renda

Publicado em: 11.11.2021 às 03:00 Última atualização: 11.11.2021 às 08:03

Os primeiros resultados do Programa de Redução Gradativa do Número de Veículos de Tração Animal, implantado no município de Esteio, já começaram a ser observados. Desde 1º de novembro, a circulação de carroças puxadas por equinos está proibida na cidade por lei municipal. Mas, para viabilizar uma fonte de renda aos trabalhadores que usavam dessa mão de obra, a prefeitura vem concedendo um auxílio financeiro às 60 famílias identificadas nessa condição.

Nicole e Janaína investiram auxílio no ramo da alimentação
Nicole e Janaína investiram auxílio no ramo da alimentação Foto: Adriano Rosa da Rocha/Prefeitura de Esteio

E a consequência é a formação de novos pequenos empreendedores na cidade. Caso das vizinhas Nicole Luana Alves Borges, 21 anos, e Janaína Madri Caetano Selly, 44, que moram na Vila Barreira, no Parque Primavera. Ambas trabalhavam como condutoras de carroça, mas com o fim do uso do veículo com animais e a ajuda financeira, se reinventaram para ganhar a vida com uma nova fonte de renda.

Ramo da alimentação

Nicole, por exemplo, que trabalhou cerca de quatro anos como "carroceira", iniciou agora seu projeto de vender sorvetes para a comunidade. Com os R$ 2 mil iniciais que a prefeitura de Esteio lhe concedeu, ela comprou batedeira, geladeira e ingredientes e começou sua produção. "Eu tenho vendido bem. Quando vendo tudo, o lucro chega a R$ 200. Mando mensagem para todos os meus contatos do WhatsApp divulgando os sorvetes. A maioria dos meus clientes são vizinhos e parentes que têm crianças", comentou a empreendedora à comunicação da prefeitura esteiense. Além disso, ela também adquiriu uma Makita para seu marido trabalhar como pedreiro.

A vizinha Janaína, "carroceira" durante 15 anos, também foi para o ramo da alimentação e decidiu vender salgados, como minipizza, minipão, pastéis e risoles. "Era algo que eu já sabia fazer e que eu realmente gosto", contou, também à prefeitura esteiense. Ela usou a primeira parcela do auxílio para comprar micro-ondas, forno elétrico, batedeira, liquidificador, fritadeira e também uma carretinha, pensando em uma segunda opção caso o empreendimento não rendesse frutos. "Realmente, tá saindo muito bem. Em torno de 30 a 40 salgados por dia", relatou.

"Não teria condições"

Janaína avaliou que o projeto social implementado em Esteio permitiu que os carroceiros pudessem ter uma maneira de reiniciar a vida. “Sem esse valor inicial, por exemplo, eu não teria tido condições de ir lá comprar todos esses eletrodomésticos de uma vez só e que facilitam muito o meu dia a dia”. A lei 6.268, de dezembro de 2015, de autoria do agora prefeito Leonardo Pascoal, estabeleceu o Programa de Redução Gradativa do Número de Veículos de Tração Animal em Esteio.

Para auxiliar as famílias que dependiam dos veículos de tração animal, uma das principais medidas é a distribuição do auxílio financeiro de R$ 4,4 mil para que os carroceiros possam viabilizar a substituição de sua fonte de renda. Os primeiros R$ 2 mil já foram entregues às 60 famílias cadastradas, que deverão comprovar a utilização do dinheiro para que possam receber outras 4 parcelas de R$ 600, que completam o auxílio.

O investimento total da prefeitura no projeto será de R$ 272 mil. Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente, Felipe Costella lembrou que a proibição não é referente ao trabalho com reciclagem e, sim, a utilização de tração animal.

Respeito à lei

“Eles têm a opção de comprar um carrinho de lata, mudar o tipo de tração, se quiserem seguir trabalhando com o recolhimento de recicláveis”, colocou o secretário Felipe, citando que muitos, como Nicole e Janaína, já estão iniciando em outras profissões, e o principal: todos têm respeitado a lei – apenas duas denúncias foram recebidas até agora, mas elas não se confirmaram. “Muitos ex-carroceiros homens estão comprando carrinho de mão, colher de pedreiro, roçadeira, para trabalhar em outras áreas”, destacou. “Surpreendeu muito positivamente o entendimento que eles estão tendo e como estão respeitando a legislação.

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