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Notícias | Região DEMANDA DA PANDEMIA

Mais da metade dos pacientes na fila de transferência hospitalar no RS é da região

Central de regulação estadual tem 574 pedidos, 322 são dos vales do Sinos, Paranhana, Caí e Serra

Por Susi Mello
Publicado em: 09.11.2021 às 03:00 Última atualização: 09.11.2021 às 09:34

Mais da metade das solicitações de pacientes que precisam de transferência para algum hospital referência para tratamento é de moradores da região. Dados da Secretaria Estadual de Saúde apontam que de 574 pedidos ativos no cadastro do Gerint, sistema informatizado oficial de regulação da SES, 322 são de municípios da região dos Vales do Sinos, Paranhana e Caí e Serra.

Alguns procedimentos passam pelo sistema de regulação
Alguns procedimentos passam pelo sistema de regulação Foto: ARQUIVO

A SES informa que processo regulatório é dinâmico e compreende, entre outros fatores, a efetiva disponibilidade do leito e que o paciente está sendo monitorado pela gravidade e disponibilidade que pode surgir a qualquer momento. "Ressaltamos que em virtude da vigência da pandemia podem existir outros pacientes na mesma situação aguardando leito, sendo priorizados os mais graves", informa nota.

A titular da 1ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), Ane Beatriz Nantal, salienta que sempre houve e sempre haverá pessoas aguardando leito, mas a coordenadoria trabalha ao máximo para conseguir o leito o mais rápido possível.

"Em algumas excepcionalidades, os secretários de saúde me acionam e tendo ajudar, mas a regulação é feita sempre pelo Gerint", acrescenta.

Esforço

Ane explica ainda que a pandemia trouxe uma realidade diferente do que vinha ocorrendo anteriomente. "Nem sempre o hospital tem como absorver os serviços. Os hospitais que vão receber ainda não estão como antes. A maioria das equipes já retomou, mas mesmo assim ainda não há normalidade, embora os leitos direcionados para Covid estão diminuindo", sublinha.

Ela salienta que os hospitais estão retomando. Alguns têm estrutura para Covid, estão se reestruturando, outros ainda não. "O paciente vai ter garantia de atendimento, mas tem que aguardar a transferência", explica ela.

Saiba mais sobre a espera

Por que a transferência demora?

A demora muitas vezes se dá por diferentes fatores. Pode ser pela indisponibilidade de leito na unidade de referência ou nos hospitais com complexidade para atender as necessidades do paciente, pela demanda estar acima da oferta de leitos em determinados períodos e porque a vigência da pandemia ocasiona a restrição de acesso aos leitos ou procedimentos.

Quais as recomendações para pacientes e seus familiares que aguardam pela transferência?

Manter contato com o médico assistente, pois todas as informações do processo de regulação são dispostas no Gerint (o sistema de regulação eletrônico).

Como se define a urgência da transferência?

Através do critério de gravidade contido nas informações clinicas, que é submetido à avaliação do médico regulador, o qual define o destino baseado nas grades de referências.

Fonte: Secretaria Estadual de Saúde

Tratamentos interrompidos na pandemia entre as causas

De acordo com Tânia Terezinha da Silva, diretora-presidente da Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo, nos casos em que há pacientes de alta complexidade em espera aguardando "o sentimento é de inconformismo porque, claro, o Hospital Municipal gostaria que o cenário fosse diferente".

Mas esse contexto não ocorre apenas em Novo Hamburgo, sublinha Tânia. "Trata-se do efeito rebote diante do atual momento da pandemia", completa. A observação é que muitas pessoas não procuraram os serviços de saúde e o acompanhamento de suas doenças crônicas durante a quarentena.

Longa espera

Em municípios da região não é difícil encontrar casos de pacientes que aguardam a sua vez de ser chamados. Na casa de saúde hamburguense, os pacientes cadastrados no Gerint aguardando pela transferência recebem cuidados.

Uma das que aguardavam era a dona de casa Anete Terezinha Ramos, que esperava transferência para o hospital para Porto Alegre. Ela aguardava por procedimentos cardíacos e seu pé direito estava inchado.

A familiar da paciente Ernestina Mendes Ramos conta que foi informada de que o nome de Anete está no sistema do Estado.

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