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Notícias | Região TRAGÉDIA EM TAQUARA

Perícia para identificar corpos de bebês mortas em incêndio deve começar nesta terça-feira

Coleta de material genético das mães foi feito cinco dias depois da morte das meninas

Publicado em: 26.10.2021 às 11:29 Última atualização: 26.10.2021 às 21:43

Cinco dias após incêndio que matou duas bebês em Taquara, peritos devem começar os exames para a identificação das meninas Isabele Rodrigues da Silva, de 1 ano e 6 meses, e Emanuele Rafaela da Silva, de 2 anos e 6 meses.

A coleta de material genético das mães foi feita na manhã desta terça-feira (26) no Posto Médico-Legal de Taquara. Os pais já haviam cedido amostras anteriormente, confirma o Instituto-Geral de Perícias (IGP). 

O material será levado a Porto Alegre no mesmo dia. A partir do recebimento, começa a contar o prazo para o trabalho de identificação.

Casa ficou totalmente destruída pelas chamas
Casa ficou totalmente destruída pelas chamas Foto: CBM de Taquara/Reprodução

Exame complexo

Como não foi possível análise por meio das digitais das vítimas, será necessário o teste de DNA, que pode levar de 15 a 30 dias se a amostra estiver em boas condições. 

Segundo o IGP, a identificação por DNA é um procedimento mais demorado e leva cerca de 15 dias. Contudo, se for necessário repetir o procedimento de coleta e análise pode levar mais tempo.

O órgão explica, que, às vezes, é necessário repetir o procedimento duas ou três vezes, até se conseguir um resultado pericial conclusivo. Enquanto o exame do instituto não for concluído, os corpos das meninas não são liberados para procedimentos fúnebres, como velório e enterro.

Além disso, o laudo também é um documento aguardado pela Polícia Civil que é responsável pela investigação do incêndio e das mortes. O documento pode ajudar o delegado a definir a responsabilidade das pessoas envolvidas no caso.

Relembre o caso

Os bombeiros foram chamados por volta das 11h10 desta quinta-feira (21) e, cinco minutos depois, quando chegaram ao local, a casa já estava completamente em chamas. Os trabalhos da equipe duraram cerca de 20 minutos.

Na casa moravam três irmãs – de 25, 21 e 17 anos – e as três crianças. A irmã mais velha era mãe do menino de 5 anos e de uma das meninas que morreu no incêndio. A outra bebê era filha da irmã mais nova.

Quando o fogo começou, a tia, de 21, cuidava das três crianças.

Conforme a investigação, ao perceber o fogo, a tia chamou as três crianças para pular a janela, mas só ela e o menino conseguiram escapar.

Os corpos das bebês, que eram primas, foram encontrados no sofá da sala.

No momento das chamas, as mães das crianças estavam em uma casa da frente, no mesmo terreno, mas não conseguiram salvar as meninas. Vizinhos que acompanharam a situação também tentaram fazer o resgate.

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