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Notícias | Região REFORÇO EM ATRASO

Cinco cidades da região têm falta de doses de AstraZeneca para segunda dose

Municípios estão com quase 20 mil doses de vacina contra Covid-19 em atraso

Por Suélen Schaumloeffel
Publicado em: 26.10.2021 às 03:00 Última atualização: 26.10.2021 às 08:32

Cerca de 20 mil moradores da região estão apreensivos e enfrentam dificuldade para concluir o esquema vacinal contra a Covid-19. Na região, segundo levantamento do Jornal NH, realizado com 12 cidades, pelo menos cinco municípios apontaram a falta do imunizante da AstraZeneca para aplicação da segunda dose (D2). Somando o quantitativo faltante de cada cidade, são cerca de 20 mil doses em atraso.

AstraZeneca é produzida no Brasil pela Fiocruz
AstraZeneca é produzida no Brasil pela Fiocruz Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde DF

Em Novo Hamburgo, a Secretaria de Saúde apontou que, até a tarde de segunda-feira (25), restavam menos de cem doses do imunizante em estoque e 13.577 pessoas aguardavam pelo complemento vacinal. Em Sapiranga, o imunizante terminou na manhã de ontem, quando ainda faltariam 2.894 doses para atender a população com vacina desta marca.

Estância Velha é outra cidade que contabiliza a falta de cerca de 2 mil doses para contemplar o público apto a receber a segunda dose. Em São Sebastião do Caí, faltam 770 vacinas. Igrejinha, no Vale do Paranhana, também está com cerca de 700 doses em atraso.

"A falta do imunizante impactou o esquema vacinal no município, pois desde o início de outubro não é realizada vacinação de AstraZeneca, tendo assim uma grande quantidade de pessoas com a segunda dose em atraso", afirma a prefeitura.

Pedidos

As secretarias de Saúde dos municípios encaminharam ofícios ao Estado, assim como para a Coordenação Regional de Imunizações e Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul (Cosems-RS) informando a falta do imunizante, bem como a solicitação de envio de doses. No fim da tarde de ontem, o Cosems divulgou um levantamento onde, ao menos, 85 cidades gaúchas relataram falta para a D2.

A Secretaria Estadual da Saúde (SES) informou que enviou, na manhã de segunda-feira, um ofício ao Ministério da Saúde (MS), solicitando uma nova remessa de AstraZeneca para atender aos municípios. Segundo a pasta, não há previsão de chegada de um novo lote ao Rio Grande do Sul.

O Jornal NH fez contato com o governo federal, mas não recebeu retorno até a noite de ontem.

O relato de quem espera

A jornalista Marina da Rosa Staudt, moradora do bairro São Jorge, em Novo Hamburgo, completou 12 semanas desde a primeira aplicação da AstraZeneca/Fiocruz na última quinta-feira. Mas ainda não conseguiu se vacinar.

A jovem, de 24 anos, conta que agendou a imunização na Unidade de Saúde da Família (USF) do bairro para a última sexta-feira, mas quando chegou ao local, no horário marcado, foi informada sobre a indisponibilidade de doses.

O problema também é enfrentado pelo filho da dona de casa Silvana Westhelle, de 55 anos. A moradora de Novo Hamburgo havia agendado a segunda dose para ele na USF Operário, mas não conseguiu que ele recebesse o imunizante.

"Liguei para o posto no dia anterior, para confirmar. A vacina dele era na quarta-feira, às 13h30, mas a atendente disse: 'Olha, não tem mais doses.' Ela disse que tem que ficar ligando de vez em quando para ver se veio", conta Silvana.

Impacto da mudança de intervalo

Além das remessas insuficientes para atender a toda demanda existente, a orientação do MS de reduzir o intervalo entre doses da vacina AstraZeneca de 12 para 8 semanas pode ter feito os estoques de algumas cidades esgotarem mais rapidamente.

Último envio aconteceu no início do mês

Conforme os relatórios de distribuição do governo estadual, a última distribuição de doses de AstraZeneca ocorreu no dia 9 de outubro, quando foram entregues 1.750 doses para 57 cidades. Antes disso, no dia 1º de outubro uma remessa maior, de 162.050 doses foi distribuída para as cidades gaúchas, exclusivamente para aplicação de segundas doses.

Na última sexta-feira, um levantamento da SES apontou que 462.178 gaúchos estavam com a D2 de AstraZeneca em atraso.

"Apenas uma dose da vacina, no caso da Pfizer, AstraZeneca e CoronaVac, não é suficiente para atingir a proteção ideal contra a doença", reforçou a chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica, do Centro Estadual de Vigilância em Saúde, Tani Ranieri. "É fundamental que as pessoas recebam a segunda dose, mesmo que o prazo ideal tenha passado."

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