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Notícias | Região IMUNIZAÇÃO

Municípios da região atrasam aplicação da 2ª dose de AstraZeneca por falta de imunizantes

Prefeituras de Novo Hamburgo e São Leopoldo alegam que Ministério da Saúde não manteve a regularidade prevista na entrega de doses da vacina

Por Joyce Heurich
Publicado em: 20.10.2021 às 19:00 Última atualização: 20.10.2021 às 19:15

Moradores da região que aguardam a aplicação da segunda dose da vacina AstraZeneca têm reclamado da demora. É que em cidades como Novo Hamburgo e São Leopoldo, por exemplo, o intervalo inicialmente previsto, de 12 semanas, não tem sido cumprido pelas prefeituras. Ambos os municípios alegam falta de repasses do imunizante produzido pela Fiocruz por parte do governo federal.

Por falta de doses, municípios atrasam aplicação da 2ª dose de AstraZeneca na região
Por falta de doses, municípios atrasam aplicação da 2ª dose de AstraZeneca na região Foto: Myke Sena/MS

Com o atraso no envio de doses, quem contava os dias para completar o esquema vacinal teve a expectativa frustrada. É o caso da jornalista Marina Da Rosa Staudt. Moradora do bairro São Jorge, em Novo Hamburgo, ela completa 12 semanas desde a primeira aplicação nesta quinta-feira (21), mas não vai poder se vacinar. 

A jovem, de 24 anos, conta que chegou a agendar a imunização na Unidade de Saúde da Família (USF) do bairro para a última sexta (15), mas quando chegou ao local, no horário marcado, foi informada sobre a indisponibilidade de doses. 

"Ficaram de me ligar, mas até agora nada. Aí meu tio, que tinha agendado para segunda dose no mesmo posto, vacinou normalmente no horário dele", relata Marina. "Já estou indo alguns dias presencialmente ao trabalho, então quero me sentir mais protegida com as duas doses."

Mesmo dilema é enfrentado pelo filho da dona de casa Silvana Westhelle, de 55 anos. A moradora de Novo Hamburgo havia agendado a segunda dose para ele na USF Operário para a tarde desta quarta-feira. "Liguei para o posto ontem para confirmar, a vacina dele era hoje às 13h30, ela disse: 'Olha, não tem mais doses'. Ela disse que tem que ficar ligando de vez em quando para ver se veio", conta Silvana.

O que dizem as prefeituras

A Prefeitura de Novo Hamburgo informou que só irá anunciar novo drive-thru de vacinação para esse público quando receber novos lotes da vacina. E disse que o atraso tem acontecido porque "o Ministério da Saúde não manteve a regularidade prevista na entrega das doses da AstraZeneca".

Por nota, o Município informou, ainda, que as cerca de 300 doses restantes do imunizante "serão direcionadas para as pessoas já agendadas para receber a segunda dose" e que, por enquanto, "as pessoas podem fazer o agendamento em qualquer unidade de saúde que, assim que o Ministério da Saúde enviar mais doses, serão contatadas".

Assim como Novo Hamburgo, a Prefeitura de São Leopoldo informou que o intervalo tem sido maior do que o indicado "por conta da falta de repasses do Ministério da Saúde". A cidade diz que o último lote de AstraZeneca chegou há 10 dias, com 6 mil doses, e que restam cerca de 2,3 mil. "Todas estão sendo direcionadas para a segunda dose. A linha de corte é reduzida diariamente", diz trecho da nota.

O que dizem o Estado e o governo federal

Procurada, a Secretaria Estadual da Saúde (SES) informou que distribuiu vacinas aos municípios nesta quinta-feira, porém, nessa remessa, não há imunizantes destinados à aplicação de segunda dose de AstraZeneca. As 1,7 mil unidades de AstraZeneca enviadas hoje serão aplicadas como dose de reforço para população indígena, idosos, imunossuprimidos e profissionais da saúde.

A SES não informou qual a previsão de envio de novas doses do imunizante da Fiocruz para esse público.

O Ministério da Saúde não deu retorno ao Jornal NH até a publicação desta reportagem.

Redução do intervalo para oito semanas

Enquanto isso, o a Secretaria Estadual de Saúde confirmou, nesta quarta-feira (20), que seguirá a orientação do Ministério da Saúde de reduzir o intervalo da aplicação da segunda dose da AstraZeneca de doze para oito semanas. 

A medida havia sido anunciada pelo governo federal no último dia 15. Segundo o Ministério da Saúde, o ajuste no calendário tem como objetivo acelerar a vacinação no País. A pasta afirma ter concluído o envio de 100% das vacinas do laboratório necessárias para completar o esquema vacinal da população adulta brasileira. Municípios, porém, contestam a informação.

A Prefeitura de Novo Hamburgo diz que, assim que novas doses chegarem, a prioridade será completar o ciclo vacinal de quem aguarda a segunda dose dentro do intervalo de doze semanas. Concluída esta etapa e com a chegada de mais doses, será baixado o intervalo para oito semanas.

A Prefeitura de São Leopoldo diz que não há doses suficientes para redução. O município informa que atenderá a recomendação assim que mais vacinas forem repassadas.

 

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