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Notícias | Região INVESTIGAÇÃO

Jovem morta em festa na capital era veterinária em Ivoti

Policia Civil divulgou nesta segunda-feira (13) solução do caso de balada clandestina, com cinco indiciamentos por homicídio e outros 38 por descumprimento de normas sanitárias

Por Silvio Milani
Publicado em: 13.09.2021 às 19:55 Última atualização: 13.09.2021 às 20:55

A morte da moradora de Ivoti Ana Elisa Andrade Genaro Oliveira, 26 anos, e lesões em outras 15 pessoas durante festa clandestina em Porto Alegre, há dois meses, resultou no indiciamento por homicídio de cinco investigados. A conclusão do inquérito foi detalhada na manhã desta segunda-feira pela Polícia Civil em entrevista coletiva na capital. 

Ana ficou submersa por minutos, morreu pouco depois no hospital de parada cardiorrespiratória Foto: Reprodução/Redes Sociais
Formada recentemente em medicina veterinária pela Ulbra, em Canoas, Ana era mineira de Belo Horizonte e vivia há poucos anos em sobrado no bairro Concórdia, em Ivoti. Estava com amigos na fatídica balada da noite de 18 de julho na Ilha das Flores, à beira do Rio Guaíba, quando um deck de madeira desabou e dezenas de frequentadores caíram na água. A veterinária, que ficou submersa por minutos, morreu pouco depois no hospital de parada cardiorrespiratória.

Família tradicional na política e religião mineira

Ana era de família tradicional da política e religião em Minas. Um irmão, Leandro Genaro, é deputado estadual pelo PSD e o pai, pastor Antônio Genaro, é presidente da Igreja Quadrangular no Estado. “Hoje estou muito triste com a partida trágica da minha irmã. Peço a Deus que console nossos corações. Até a glória Aninha!!!", postou o parlamentar, nas redes sociais, assim que soube do fato.
Outro irmão, o também pastor Rafael Genaro, lamentou: “Meu Deus que dor. Minha irmãzinha, a nossa menina. Jesus levou!! 26 anos de um presente que Deus nos deu. Obrigado Senhor e que o teu nome seja sempre Louvado!!!”, disse ele. Os familiares foram a Porto Alegre para buscar o corpo, que foi enterrado em Minas Gerais.

Polícia ainda aguarda laudos 

Conforme perícia, estrutura do deck estava comprometida Foto: IGP

Segundo a Polícia Civil, das 15 pessoas feridas, duas ainda aguardam laudo complementar de possível lesão grave. Apenas três representaram criminalmente. Dos cinco indiciados por homicídio, três foram enquadrados na tipificação dolosa e podem ir a júri. São a dona do imóvel, o gerente e o locatário. Um organizador e um bombeiro civil responderão por homicídio culposo.

"Eles tinham a ciência de que o local estava deteriorado. Isso está expresso em contrato de aluguel, que havia deterioração pelo tempo, que já tinha 20 anos a estrutura do deck. Já que eles tinham ciência, eles assumiram o risco de ali fazerem aquele evento", salientou a delegada Laura Lopes, sobre os três com indiciamento mais grave.

Sobre o organizador e o bombeiro, que estavam no evento, ela declarou não tinham conhecimento sobre o desgaste da estrutura, mas deixaram de solicitar documentos e checar as instalações. "Tinham que ter tomado certos cuidados, como solicitação de alvarás, PPCI. O bombeiro civil deveria ter visto as instalações antes." Segundo Laura, o imóvel tinha alvará de funcionamento somente para restaurante e pizzaria.

Outros 38 foram indiciados

Ainda entre as cerca de 80 pessoas que estariam participando da festa, 38 foram identificadas e indiciadas por descumprimento das medidas sanitárias preventivas do vírus da Covid-19. Segundo a delegada, a conclusão veio após 47 depoimentos, perícias e análise documental.

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