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Notícias | Região Saúde

Vales do Sinos e Paranhana se unem para pedir hospital regional

Mobilização de lideranças busca viabilizar instituição de saúde regional capaz de absorver parte das necessidades locais

Publicado em: 07.09.2021 às 03:00 Última atualização: 08.09.2021 às 08:48

Com hospitais um pouco mais aliviados depois dos piores momentos da pandemia no início do ano, agora também há preocupação com a questão da demanda represada em atendimentos de Saúde. Lideranças da região começaram uma mobilização para tentar tirar do papel uma ideia antiga, um hospital regional, capaz de absorver parte das necessidades locais.

A demanda reprimida em procedimentos de média e alta complexidade do Vale do Paranhana e do Vale do Sinos foi um dos argumentos apresentados à secretária estadual de Saúde, Arita Bergmann. Já houve reunião em Campo Bom e a mobilização segue pela região.

A implantação de um hospital regional federal congrega lideranças. Já levaram o pleito à secretária estadual o prefeito de Parobé e presidente da Associação dos Municípios do Vale do Paranhana (Ampara), Diego Picucha; o prefeito de Campo Bom e presidente da Associação dos Municípios do Vale do Rio dos Sinos (Amvars) Luciano Orsi; secretários municipais de saúde e presidentes dos legislativos de Sapiranga e Campo Bom.

Referência

"Defendemos a construção de uma instituição de saúde referência para os municípios e que atenda a região para casos de média e alta complexidade. Em Parobé, por exemplo, os maiores gargalos estão na traumatologia, oftalmologia, oncologia e neurologia. Em muitos casos precisamos nos deslocar para grandes centros como Porto Alegre ou Canoas para esses atendimentos especializados. São atendimentos que nós precisamos aqui, mais perto de nós", destaca Picucha.

Orsi destaca que são necessários recursos federais para a construção do hospital e atendimento dessas especialidades:

"Não temos como tirar mais recursos dos municípios para arcar com isso. Sabemos também que a construção de um hospital leva tempo, então, em um primeiro momento, o que mais precisamos é de recursos para atender essas pessoas que estão há anos na fila de espera por um procedimento ou até mesmo por um atendimento clínico", explica Orsi.

Alternativas

Orsi comenta que um objetivo da mobilização é a criação de um hospital escola, para ampliar a possibilidade de custeio federal, com apoio do Ministério da Educação. Orsi afirma que, além da construção do hospital, o grupo busca também saídas mais imediatas:

"É um problema histórico que se agravou com a pandemia e agora estamos buscando maneiras de solucionar. O hospital seria a médio e longo prazo, mas aproveitamos esse momento de discussão para buscar solução imediata, com reforço de recursos às referências mais próximas."


Área envolve 21 cidades e um milhão de pessoas

A construção do Hospital Regional Federal é um assunto que já é debatido há anos por lideranças de diferentes setores e cidades do Paranhana e do Vale do Sinos. Ainda no mês de junho, legislativos de Sapiranga e Campo Bom retomaram a discussão e deram início a uma série de encontros que tem unido executivos, legislativos e entidades das duas regiões por essa iniciativa.

Durante os encontros, foi definido que os presidentes da Ampara, Diego Picucha, e da Amvars, Luciano Orsi, ficarão à frente do grupo de trabalho e que encabeçarão a movimentação entre prefeitos e entidades das duas regiões, além de ficar em contato direto com técnicos da área da saúde dessas regiões para identificar as necessidades em relação à saúde, elencando os maiores gargalos.

Estudo

Em 2014, a Amvars encomendou estudo técnico para definir as características desse hospital, levantamento que à época foi feito pelo Universidade Feevale, cuja cópia foi entregue à secretária Arita.

"Nossa intenção é criar uma grande força regional por meio das prefeituras, vereadores, deputados e senadores. A captação de recursos vai exigir esse esforço conjunto, e tudo começa com as definições sobre o tipo de hospital viável técnica e financeiramente", ressalta Orsi.

Segundo o presidente da Amvars, as discussões estão em fase inicial e devem envolver reuniões com os hospitais ativos na região para formatação do modelo. "Ao todo, representamos o interesse de 21 cidades e mais de um milhão de pessoas."

 

Frente parlamentar já está sendo articulada na Assembleia

A campanha pela construção de um hospital regional chegou à Assembleia Legislativa, onde há uma frente parlamentar pela criação da unidade de saúde. A frente tem como presidente o deputado Elizandro Sabino (PTB) e aguarda uma data na agenda do anfiteatro Dante Barone para a solenidade de criação.
O caso chegou aos deputados por meio de mobilização que reúne vereadores de 23 municípios dos vales do Sinos e Paranhana e da Encosta da Serra e é encabeçada pelo presidente da câmara de Sapiranga, Leandro Costa, que é enfermeiro. Ele afirma que há dois caminhos a serem trabalhados, o técnico e o político.
“São as autoridades políticas que vão assinar isso lá na frente. Precisamos ter essa força para que cheguemos a Brasília com uma representatividade política bem forte e embasada. Ao mesmo tempo, precisamos de um projeto bem estruturado, que mostre essa necessidade. Estamos falando de um milhão de pessoas”, diz.
De acordo com Costa, o grupo prepara um levantamento atualizado das principais demandas dos municípios por serviços de saúde, para embasar o projeto. Busca tambpem apoio de deputados federais gaúchos.

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