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Notícias | Região Investigação

Foragido da fronteira com o Paraguai é preso por assaltos em Ivoti

Em um caso, moradora foi estuprada durante roubo com a filha de seis anos no quarto

Por Silvio Milani
Publicado em: 06.09.2021 às 21:56 Última atualização: 06.09.2021 às 21:58

Ivoti é uma das cidades da região metropolitana com menores índices de criminalidade. Casos de roubo são raros. Mas tinha um assaltante da fronteira do Mato Grosso do Sul com o Paraguai morando há pelo menos cinco anos na cidade. E, segundo a Polícia Civil, praticando violentos crimes. Reconhecido em quatro roubos a residência recentes, um deles com estupro, o homem foi capturado na última sexta-feira e segue sendo investigado, segundo a delegada Raquel Peixoto, que responde pela DP de Ivoti.

Orlando Galeano foi capturado em casa no bairro Harmonia Foto: Reprodução

A prisão aconteceu por volta das 17 horas em uma casa alugada na Rua Capitão Pedro Müller filho, no bairro Harmonia. Orlando Galeano, 39 anos, estava com a namorada. Não reagiu. No bolso dele, havia pequena porção de cocaína. Os agentes de Ivoti apreenderam ainda o telefone celular de um dos roubos. Ontem, os policiais encontraram mais provas contra Galeano.

Reconhecido

Esta segunda-feira foi dia de reconhecimentos. A vítima do roubo com estupro afirmou que foi Galeano. A secretária de 28 anos relatou que foi atacada quando dormia com a filha de seis anos na mesma cama, no bairro Bom Jardim, na madrugada de 27 de abril do ano passado. Segundo ela, o homem a rendeu com uma faca e a amordaçou para que não gritasse. Depois a mandou virar de costas e praticou a violência sexual. A criança não teria acordado.

 

Perícia

A vítima disse que o criminoso também exigiu dinheiro e que ela respondeu que só tinha 250 reais no carro. Os dois teriam descido ao estacionamento para pegar o valor e voltaram ao quarto, onde ela teria sido amarrada nos pulsos. Ainda segundo a secretária, o homem fez um telefonema e falou a um comparsa: "Está pronto o serviço. Pode me pegar na esquina." Quando o bandido foi embora, a moradora chamou um parente, que a levou à Brigada Militar. Ela foi medicada e encaminhada para perícia. O material genético coletado agora deverá ser comparado ao do preso.

 

Família ficou 13 horas refém e foi obrigada a fazer saques no banco

O último caso confirmado, conforme Polícia, foi no início de agosto. Por volta das 22 horas de 1º de agosto, o assaltante invadiu uma casa no bairro Harmonia, armado de pistola, e fez a família refém até a manhã. Por volta das 7h30, obrigou as vítimas a fazerem saques em uma agência bancária, voltou com elas à casa e depois retornou ao banco para novo saque. Na segunda vez, ficou esperando no carro da família.

Vítimas foram levadas ao banco para saques Foto: Reprodução

As vítimas ficaram sob cárcere até as 11 horas do dia 2. Foi o único caso apurado, segundo a delegada, em que o criminoso usou arma de fogo, sem descartar que fosse um simulacro. Os outros foram com faca. Ontem, os agentes apreenderam o moletom usado pelo assaltante, flagrado nas câmeras do banco, e mais objetos da família, como uma pele de jaguatirica.

Roupa usada em roubo e material de vítimas foram apreendidos Foto: Divulgação/Polícia Civil

Delegada revela como bandido agia

Raquel frisa característica comum de quatro roubos. “Fazia escalada para invadir as residências e usava faca para render as vítimas.” Foi assim no caso do estupro, no Bom Jardim, com invasão pela janela do quarto, que fica no segundo piso de um prédio, assim como em outro assalto no mesmo bairro e também no São José e no Harmonia. O preso não estava trabalhando. Desfrutava do seguro-desemprego.

Os dois mandados de prisão são da fronteira

Galeano é nascido em São Sebastiao do Maranhão, em Minas Gerais, mas teria iniciado no crime na cidade sul-mato-grossense de Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai. É uma das principais rotas de maconha para a região Sul.

O mineiro estava com dois mandados de prisão preventiva pela Comarca de Ponta Porã, ambos por roubos cometidos em 2009. Um foi expedido em março deste ano e outro em abril.
Foi por meio destas ordens judiciais que os agentes de Ivoti capturaram o mineiro e terminaram de elucidar os crimes na cidade, mas não está descartado que surjam novas vítimas.

Já tem ação penal na cidade

O mineiro teria chegado a Ivoti em 2016. E “estreou” cedo, conforme o Ministério Público. No mesmo ano, em dezembro, foi denunciado pela Promotoria da cidade por crime de roubo e extorsão. A ação penal ainda não tem sentença, o réu sequer tem defesa constituída e o teor da acusação inexiste na consulta processual, apesar de não estar em segredo de Justiça.

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