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Notícias | Região Operação

Operação mira superfaturamento no litoral

Promotoria investiga suposto esquema criminoso

Publicado em: 21.07.2021 às 03:00

Pagamento de propina e produtos superfaturados no enfrentamento à Covid-19 fazem parte da investigação do Ministério Público em Balneário Pinhal, Cidreira, Imbé e Tramandaí. Conforme a Promotoria, o esquema seria liderado por um empresário com influência política.

Coletiva sobre operação foi ontem no litoral norte Foto: Ministério Público/Divulgação

A Operação AI-Covid 3, coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), cumpriu 26 mandados de busca e apreensão, ontem, nas quatro cidades, além de Xangri-lá, Canoas e Porto Alegre.

Foram alvos da operação três empresas, situadas em Canoas e Porto Alegre, um representante comercial, quatro empresários e 11 agentes públicos. Entre eles, um ex-prefeito, um vereador, três secretários municipais e seis servidores públicos.

"Esse grupo viu uma oportunidade de lucrar, e lucrar bastante por conta da fragilidade do sistema, pois é preciso ter agilidade de compra", disse o secretário-executivo do Gaeco e coordenador do Sistema Integrado de Investigação Criminal, João Afonso Silva Beltrame.

O objeto de compra eram produtos como máscaras, luvas, álcool gel e sacos para sepultamento. Conforme a promotoria, três empresas, que se combinavam previamente, apresentavam orçamento, de modo que uma delas era declarada como a vencedora. Os preços eram muito acima do valor praticado no mercado para pagar a propina dos envolvidos.

A investigação sobre compras irregulares começou em 2020 pelo município de Uruguaiana, quando foi apurado que o álcool gel adquirido era de 55,7%, valor inferior ao apresentado no rótulo, de 70%.

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