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Notícias | Região Prédio da SSP

'Tem bombeiro aí, tem bombeiro aí?', lembra testemunha sobre busca durante combate a incêndio

Em momento crítico da ocorrência, por volta das 23h30 de quarta-feira, um grupo de pessoas deparou-se com militares aos gritos no entorno do prédio da SSP

Por Jeison Silva
Publicado em: 15.07.2021 às 17:27 Última atualização: 15.07.2021 às 17:52

Perto das 22 horas da quarta-feira (14), no primeiro ataque para debelar as chamas no prédio da Secretaria de Segurança Pública (SSP) na Capital, o plantão do Instituto Geral de Perícias (IGP) foi acionado para registrar e recolher elementos de prova para a posterior investigação. A notícia do fogo correu como um rastilho de pólvora nos demais órgãos de segurança. Em poucos minutos, os arredores estavam tomados também de profissionais da imprensa.

Incêndio atinge prédio da Secretaria Estadual de Segurança Pública, em Porto Alegre Foto: PAULO PIRES/GES


Algumas testemunhas no local, que preferiram não se identificar, afirmam que o fogo iniciou no quarto andar da ala norte, em frente à Rua Voluntários da Pátria. “É onde fica a administração da Susepe e de outros órgãos de segurança, é uma parte que era bem antiga do prédio”, afirma. “As chamas se alastraram depois para o miolo do prédio, que era uma parte bem moderna da construção.” Depois é que o incêndio atingiu a ala sul, que fica de frente para a Avenida Castelo Branco.

A hipótese de incêndio criminoso surge enfraquecida, ao menos para quem circulava costumeiramente pelo local.

“Ali fica o Centro Integrado de Comando, onde fica o fone 190 da BM, tem a Civil, monitores conectados às câmeras da cidade, seria muita ousadia”, avalia um servidor ouvido pela reportagem.

Incêndio destrói prédio da SSP em Porto Alegre Foto: Felipe Dalla Valle/P. Piratini


Em um momento crítico da ocorrência, perto das 23h30, um grupo de pessoas próximas ao prédio da nova sede do IGP (que seria ocupada por todos os setores do instituto em setembro), deparou-se com as equipes de combate às chamas aos gritos. “Estávamos lá e de repente chegaram alguns bombeiros gritando ‘tem bombeiro aí, tem bombeiro aí”, recorda uma das testemunhas. “Foi quase duas horas depois do início do incêndio, não temos como provar, mas parecia ser já uma busca por esses dois colegas desaparecidos.” 

Pela experiência dos profissionais do Corpo de Bombeiros, que seguiam desaparecidos por volta das 17h30, a decisão pelo ingresso no prédio em chamas deve ter sido tomada mediante avaliação criteriosa. "Mas não havia mais ninguém dentro do prédio pelo que se sabe, não dá para saber por que entraram", aponta uma das pessoas presentes no episódio. "Só os profissionais que atuaram e a perícia posterior poderão esclarecer", conclui.

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