Publicidade
Notícias | Região Economia

Evento da ACI abordou os impactos causados pela pandemia no setor hoteleiro

O palestrante Alexandre Gehlen abordou também o fim do home office

Por Juliana Nunes
Publicado em: 28.01.2021 às 20:24 Última atualização: 28.01.2021 às 20:25

O setor hoteleiro foi fortemente afetado pela pandemia do novo coronavírus. Para falar dos meses difíceis do setor em 2020 e projeções animadoras deste ano, o diretor-geral da rede Intercity Hotels, Alexandre Gehlen, esteve na edição híbrida do Prato Principal. O evento, realizado pela Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha (ACI) nesta quinta-feira, reforçou a retomada das atividades econômicas no País e também na região.

Conforme Gehlen, o setor hoteleiro é responsável por 8% do PIB brasileiro e sua retomada se dará por "ondas". A primeira, que já teve início, compreende o turismo de lazer, com o aumento gradativo no número de pessoas que visitam destinos turísticos como Gramado e Florianópolis. “É o chamado roteiro de alto luxo. São os dez milhões de brasileiros que não puderam viajar ao exterior e estão indo a estas e outras cidades brasileiras desde o final do ano passado”, pontua.

A segunda "onda" será com o corporativismo. Segundo Gehlen, entidades do setor hoteleiro no País estimam que as viagens a trabalho possam chegar a 30% do que eram nos anos anteriores, com a exceção de 2020.

O turismo do setor de eventos e convenções deve ser o último a retornar as atividades, mas aos poucos empresários devem voltar a se deslocar pelo País.

Perdas e a retomada

Somente na rede Intercity, o faturamento chegou a cair cerca de 90% em menos de 10 dias, entre março e abril de 2020. "Nossa receita, que havia sido de R$ 349 milhões em 2019, caiu para R$ 162 milhões em 2020. As ocupações caíram. Alguns hotéis que eram 70% de ocupação registraram 10%", revela Gehlen.

O quadro de colaboradores também foi bastante afetado. Antes da pandemia, a rede de hotéis tinha 1.747 funcionários e em dezembro o número era de apenas 940.

Para retomar o crescimento, a empresa, com sede em Porto Alegre, investiu em medidas sanitárias e também em ações de marketing. 

"Agora já estamos começando a resgatar o pré-pandemia. Cuidamos muito dos protocolos, contratamos infectologista e fomos atrás dos hospitais para entender como praticavam as medidas de prevenção. Trouxemos, inclusive, médicos para nos assessorar. Vários hotéis ficaram abertos na pandemia, alguns recebendo pacientes de quarentena, outros médicos. Hoje estamos com 50% presencial", diz o diretor-geral da rede de hotéis.

Conforme Gehlen, a pandemia também provocou mudanças no formato das hospedagens. Em 2020, 30% das hospedagens eram relacionadas ao lazer, percentual que aumentou para 46% este ano. Já o tempo médio de permanência caiu de 2,14 para 1,7 dias em 2021 e os pagamentos com cartão de crédito já totalizam 63%, ante 56% do ano passado.

Home office

Gehlen abordou também a tecnologia a favor do setor e dos trabalhadores em geral. Mas defendeu, após ampla vacinação, a retomada de atividades presenciais. "O home office funcionou entre abril e julho. Tem pesquisas hoje que mostram que as pessoas em home office não produzem tanto. E agora o verão chegou, as pessoas já estão com o emprego garantido, tem mudança de postura. O home office é legal, mas para tarefeiro, com início, meio e fim. O inovador, criativo, visita técnica, institucional, esses já estão voltando para suas atividades após a vacinação", opina.

Gostou desta matéria? Compartilhe!
Encontrou erro? Avise a redação.
Publicidade
Matérias relacionadas

Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.