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Notícias | Região Caíram

Polícia Civil promove caçada traficantes. Foram dez presos. Cinco somente em Canoas

Terceira fase da Operação To foi lançada na manhã desta quinta-feira (19) com o objetivo de derrubar membros de uma organização que monopolizou a tele-entrega de drogas em Canoas, Esteio e Sapucaia do Sul

Publicado em: 19.11.2020 às 09:35 Última atualização: 19.11.2020 às 11:59

Combate ao tráfico de entorpecentes mirou quadrilha que fez fortuna em Canoas Foto: PAULO PIRES/GES
A pandemia fez crescer as tele-entregas devido ao isolamento social imposto. Segundo a Polícia Civil, as  entregas de drogas a domicílio também aumentaram neste momento, o que é um desafio para a Polícia. Com o receio de ir às "bocas de fumo" atrás de "produtos", os usuários passaram cada vez a exigir entregas em casa de cocaína, maconha, etc. "Cresceu demais", avaliou o delegado Mario Souza. Conforme o diretor da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (DPRM), a Civil está de olho desde o início do ano em quem presta este tipo de "serviço."

Eis que uma investigação de sete meses, conduzida pela Delegacia de Polícia (DP) de Esteio, resultou na maior ofensiva já montada pela Polícia Civil contra a tele-entrega de entorpecentes. A batizada Operação To Go foi lançada inicialmente em março, tendo desdobramentos que terminaram na terceira etapa, deflagrada na manhã desta quinta-feira (19). São 50 mandados de busca e apreensão; 26 ordens judiciais de prisão, sendo 13 de prisão preventiva e 13 de prisão temporária. Até agora, dez pessoas foram presas. Cinco só em Canoas. "Este grupo se valia de aplicativos para agir e os lucros gerados com as vendas cresceram muito durante a pandemia", apontou a delegada Luciane Bertoletti, responsável pela condução da ação.

A entrega de entorpecentes a domicílio existe faz muito tempo, no entanto foi quando a Delegacia de Polícia (DP) de Esteio chegou a um traficante em março, que os policiais tiveram a real dimensão da estrutura da organização montada em cima das tele-entregas. O grupo estava fazendo fortuna com o "pó branco" em Esteio, Sapucaia do Sul e Canoas, onde monopolizaram o setor, conforme a delegada Luciane Bertoletti. É por esse motivo que esta etapa da operação garantiu um ataque ao bolso da quadrilha. Além das ordens de prisão e apreensão, estão sendo bloqueadas dez contas bancárias nesta quinta-feira. "Desta vez atacamos no bolso, que é onde mais dói", defendeu o delegado Mario Souza.

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