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Notícias | Região Meu lugar

Casais de recicladores de Riozinho deixam a cidade bem mais limpa

Trabalhadores têm rendimentos a partir do que população do município do Vale do Paranhana descarta no lixo e ainda reduzem os custos da prefeitura

Por Susi Mello
Publicado em: 22.09.2020 às 07:12 Última atualização: 22.09.2020 às 08:01

Januário e Roselei percorrem a cidade de Riozinho com seu cavalo, o Dourado Foto: Inézio Machado/GES
Seu Januário e sua esposa e a dona Cristina e seu marido são conhecidos em Riozinho. É que o trabalho dos dois casais de recicladores tem sido fundamental na cidade do Vale do Paranhana. Das 56 toneladas de resíduos, produzidos por mais de 4,6 mil moradores, 16 mil quilos são recolhidos por Januário Soares da Motta e sua esposa Roselei Erpen da Motta e também por Cristina Rosângela Souza e seu esposo Diogo Abraão Machado de Oliveira.

A trajetória deles é semelhante. Ambos dedicam dias da semana, saem cedo de suas casas e só retornam no início da tarde, depois do trabalho realizado. A atividade deles é reconhecida pelo secretário de Meio Ambiente e Agricultura, Sérgio Koch. "A importância dos catadores é fundamental pois o município poupa recursos e eles geram renda com o que iria virar custo. Eles estão prestando um serviço ambiental."

Em Riozinho, a coleta ainda não é seletiva. Das 56 toneladas mensais, 40 vão para a Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos em São Leopoldo, de onde o município precisa desembolsar R$ 92,62 por tonelada.

Os "Motta" dedicam-se à reciclagem há mais de 20 anos dos 30 que vivem juntos. "Amo essa profissão, porque gosto de fazer esse serviço. Se tirar esse serviço de mim eu choro", desabafa Januário. Cristina, que mora em Morro Azul, é recicladora há dez anos. "Amamos este trabalho. Por isso somos recicladores", sublinha.

Cristina e o marido Diogo de Oliveira são recicladores Foto: Arquivo pessoal

O trabalho dos casais começa cedo. Seu Januário e dona Roselei saem às 3 horas da madrugada de casa e retornam próximo do meio-dia. Já Cristina e seu marido Diogo saem todos os dias da semana, das 7 horas da manhã até uma da tarde.

Destino adequado de resíduos

Riozinho tem pouco mais de 4,6 mil pessoas, conforme estimativa do IBGE. A cidade produz mensalmente 56 toneladas de resíduos. Desse montante, os dois recicladores arrecadam 8 toneladas cada um e revendem tudo para empresas de reciclagem. As outras 40 toneladas de resíduos são encaminhadas para São Leopoldo.

Sonho de um galpão

É com a carroça puxada pelo cavalo, chamado carinhosamente de Dourado, que Januário e sua esposa percorrem as ruas recolhendo materiais, como papelão, plásticos e pets. Eles encontram pelo caminho muitos materiais separados, mas também há moradores que não fazem esse trabalho. Depois de recolherem tudo, levam para uma área perto da prefeitura. Ali, com ajuda de um dos filhos, separam tudo. A venda é feita para uma empresa em Parobé. "É isso que ajuda a sustentar a família, dando para pagar comida, água, luz e remédios", conta Januário, que é aposentado. Seu sonho é simples. "Meu sonho é continuar trabalhando e ter um galpão fechado para separar tudo, porque quando chove não molha o material e quando chove a gente trabalha igual", declara.

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