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Notícias | Região Setor Calçadista

Fim da desoneração da folha em 2020 'vai prejudicar competitividade', avalia Abicalçados

Presidente Jair Bolsonaro sancionou MP que permite reduzir jornada e salário, mas vetou trecho sobre 'alívio' sobre a folha

Por Jornal Exclusivo
Última atualização: 07.07.2020 às 12:51

Empresas de calçados foram uma das mais impactadas com a crise provocada pelo coronavírus Foto: Nicolle Fracippini/GES-Especial
O presidente Jair Bolsonaro sancionou com vetos a medida provisória que permite a redução da jornada de trabalho e do salário em razão da pandemia do novo coronavírus. Entre os pontos vetados nesta segunda-feira (6) está a prorrogação até 2021 da desoneração da folha de pagamento de empresas de 17 setores da economia, entre eles o coureiro-calçadista. Com isso, a medida vale somente até o final deste ano.

O presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Haroldo Ferreira, lamenta o veto à desoneração da folha de pagamentos. “Seria importante para o setor ter a segurança dessa medida assegurada até 2021. Certamente, vai prejudicar a competitividade neste momento de grave recessão."

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Ferreira destaca que o mecanismo de redução de jornada e suspensão temporária de contrato de trabalho tem sido amplamente utilizado pelo setor calçadista como forma de manutenção de postos. “Desde seu princípio, a medida foi utilizada por mais de 70% das empresas do setor”, afirma.

De janeiro a maio, conforme dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o setor calçadista perdeu mais de 37 mil postos de trabalho, impacto direto da pandemia do novo coronavírus na atividade, especialmente pelas restrições ao varejo doméstico, que responde por mais de 85% das vendas da indústria de calçados.

A desoneração permite ao setor calçadista e mais 16 setores econômicos intensivos em mão de obra substituir o pagamento de 20% sobre a folha de salários por um percentual da receita bruta, excluindo as exportações. No caso do setor calçadista, o percentual pago é 1,5%. 

Ao vetar o trecho nesta segunda, conforme a Secretaria-Geral da Presidência, o governo afirmou que “tais dispositivos acabavam por acarretar renúncia de receita, sem o cancelamento equivalente de outra despesa obrigatória e sem que esteja acompanhada de estimativa do seu impacto orçamentário e financeiro”.

O Congresso ainda pode derrubar o veto. Para se derrubar um veto na Câmara, são necessários 257 votos. No Senado, 41; ou seja, maioria absoluta nas duas Casas.

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