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Procura pelos hospitais de campanha de Canoas aumentou 400% em um mês

Há dias em que até 200 atendimentos a pacientes são feitos pelas unidades instaladas nos bairros Rio Branco e Guajuviras, segundo a Secretaria Municipal de Saúde

Última atualização: 30.06.2020 às 18:07

Hospital instalado ao lado da UPA Rio Branco tem enorme procura da população Foto: PAULO PIRES/GES
Foi um alívio, segundo a dona Terezinha Silveira. A trabalhadora de 54 anos diz que estava angustiada desde a semana passada, quando procurou o Pronto Atendimento Covid-19 montado ao lado da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Boqueirão. "Fiz o teste e agora vim buscar o resultado. Estou muito feliz porque deu negativo", contou. "Trabalho em um lar de idosos e estava com muito medo de estar infectada", continua. "Agora posso voltar a trabalhar tranquila." Moradora do bairro Harmonia, a enfermeira é uma das milhares de pessoas que procuraram um hospital de campanha para atendimento.

Até agora, mais de cinco mil atendimentos já foram feitos. As unidades instaladas no bairro Rio Branco e Guajuviras não param de atender. Passando em frente aos locais pela manhã ou à noite, é possível ver as estruturas com vários pacientes. Somente no último mês, cresceu 400% a procura pelas unidades. De acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), eram em média 30 pessoas atendidas por dia no mês de maio; em junho, este número cresceu para 150 a cada 24 horas, sendo que, em determinados dias, até 200 chegam a passar pela triagem. Há desde pessoas somente com coriza no nariz até idosos já em estado debilitado por causa do coronavírus.

A Letícia Guimarães, por exemplo, estava gripada quando procurou auxílio na unidade Rio Branco. Ela acabou sendo encaminhada para casa após o atendimento. "Conversei com uma médica", conta. "Me disseram que eram os primeiros sintomas de uma gripe", conta. "Então me orientaram que deveria voltar para casa e tratá-la em repouso", diz a servidora pública de 27 anos.

 Embora gripada, a médica responsável pelo atendimento descartou a suspeita de Covid-19 no caso de Letícia. Caso, além da coriza, ela tivesse tosse, febre e dores no corpo, a situação seria outra, segundo o secretário de Saúde, Fernando Ritter. "Caso seja um caso moderado, o paciente fica internado na mesma hora no hospital de campanha. Isso até ser transferido para um leito hospitalar de enfermaria no Hospital Universitário. Se é grave, ele primeiro é estabilizado e em seguida é encaminhado para leito de UTI no HU."

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