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Notícias | Região Parceria

PPP para tratamento de esgoto vira realidade

Em cerimônia fechada no Palácio Piratini, foi assinada a parceria público privada entra a Corsan e o Consórcio Aegea para o tratamento de esgoto em nove cidades da Região Metropolitana.

Por Andrei Fialho
Última atualização: 24.03.2020 às 18:19

Governador Eduardo Leite e o presidente da Corsan, Roberto Correa Barbuti, assinam com os representantes do Consórcio Aegea a parceria de 35 anos. Foto: Gustavo Mansur/Palacio Piratini
A assinatura do contrato da PPP do Esgoto - que foi chancelada pelo governador Eduardo Leite na tarde dessa terça-feira, 24, no Palácio Piratini - deve mudar a qualidade sanitária, ambiental e de saúde de nove cidades da Região Metropolitana e ainda, tirar os rios Gravataí e dos Sinos da lista das 10 bacias hidrográficas mais poluídas do Brasil. O investimentos é na ordem de R$ 1,77 bilhão em tubulações, bombas, áreas de tratamento e campanhas educativas e de marketing, que devem dar conta de tratar o esgoto de mais de 1,5 milhão de pessoas, pelo período de 35 anos.

Foi um longo processo até se chegar à assinatura desse contrato. A Corsan peregrinou por quase uma década entre formulação de projeto, audiências públicas regionais, licitação e contratação da proposta vencedora. Agora, o projeto deve sair do papel e se transformar em máquinas e operários que solidificarão milhares de quilômetros de rede de tubos de esgotos. Porém, a quarentena do corona vírus é um obstáculo nesse prazo, mas que não deve comprometer a realização do projeto, como garantiu o diretor presidente da Corsan, Roberto Correa Barbuti.

Municípios participantes:
Estão na PPP do Esgoto as cidades da Região Metropolitanas que são abastecidas pela Corsan: Alvorada, Cachoeirinha, Canoas, Eldorado do Sul, Esteio, Gravataí, Guaíba, Sapucaia do Sul e Viamão.

E agora?
Do total de investimentos previstos, a Corsan já está aplicando R$ 370 milhões em diversas obras de estruturas, como explicou Barbutti. “O início operacional da parceria começa com a Aegea se apropriando dos nossos métodos nas estações de tratamento de esgotos já existentes. Por seis meses faremos essa transição, na qual eles irão assumir o plenamente o sistema a partir de fevereiro de 2021”, detalhou.
Com as operações da Aegea, a Corsan deixa de trabalhar no tratamento para apenas gerir e fiscalizar o processo concedido. O contrato tem duração de 35 anos e toda estrutura montada passa a ser propriedade da Estatal, no final do acordo. “O valor definido é de R$ 2,40 por metro cúbico tratado. Quanto mais esgoto for processado mais a empresa ganhará. Isso é o motivador para ela investir na captação dos dejetos”. Contudo, dentre das nove cidades contempladas, nenhuma possui mais que 32% do serviço. “A meta principal é que todos esses municípios tenham o mínimo de 87% de cobertura, no prazo de 11 anos, ou seja, até 2031”. destacou.

Com a primeira PPP assegurada, a Corsan já projeta mais seis lotes municipais para implantação de mais parceria para tratar mais esgotos. “Conquistamos a primeira parceria onde há a maior concentração de pessoas, mas estamos presentes em 317 cidades gaúchas, regiões como a serra, litoral, planalto, campanha também devem ter suas PPP no tratamento de esgoto”, concluiu Barbutti.

TAGS: corsan esgoto PPP
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