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Canoas teve queda de 65% nos homicídios em janeiro

Município teve o janeiro menos violento da última década. Foram cinco crimes em detrimento aos 14 cometidos durante os primeiros 31 dias do ano passado

Última atualização: 14.02.2020 às 10:18

No comando da Polícia Civil, Mario Souza aponta gráfico no celular com a diminuição da violência em Canoas Foto: PAULO PIRES/GES
A Secretaria Estadual de Segurança Pública divulgou as estatísticas criminais do mês de janeiro. E Canoas terminou literalmente bem na foto. A redução no número de homicídios foi de 65% na comparação com os mesmos 31 primeiros dias do ano passado. Foram cinco mortes, em detrimento aos 14 homicídios de 2019, número que deixou a cidade com seu janeiro menos violento na última década. Principal medidor da segurança pública, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o crime é trabalhado por uma redução mais alta, conforme o delegado Mario Souza, diretor da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (DPRM). "A ONU considera tolerável o número de dez mortes a cada 100 mil habitantes", frisa. "Alcançamos 18 até agora. Queremos reduzir mais. Estamos a um passo de deixar Canoas sendo considerada segura, perante os olhos da Organização das Nações Unidas."

Responsável pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o delegado Thiago Carrijo diz que a continuidade no trabalho tem garantido a redução. Carrijo lembra que não estava na Homicídios de Canoas no ano passado, quando uma guerra entre traficantes dos bairros Rio Branco e Niterói deixou cadáveres ensanguentados pelas ruas da cidade. "O que aconteceu após aquele janeiro violento foi que prendemos quem matava e também quem estava mandando matar", frisa. "E este trabalho teve ressonância ao longo do ano, se mantendo até este janeiro com índice reduzido", completa. "Até matadores conhecidos dos Balas foram levados à prisão no último ano. Era gente que puxava o gatilho sem dó."

Ainda segundo o delegado Mario Souza, o número de prisões executadas pela Delegacia de Homicídios é diretamente proporcional a redução nos crimes. Se em 2015 houve 25 prisões de homicidas e quase 150 crimes; no ano passado foi o contrário. Quase 150 assassinos capturados e 65 mortos. "Quanto mais criminosos vão para a cadeia, menor é o número de homicídios. A conta é simples. Não precisa tentar fazer mágica. Só tem que trabalhar bastante."

Nenhuma morte no Rio Branco ou Niterói em 2020

À frente no comando do policiamento ostensivo de Canoas, o coronel Jorge Dirceu Filho também celebra o índice positivo na arrancada do ano. O tenente-coronel também não trabalhava em Canoas em janeiro do ano passado, quando estourou a briga entre facções rivais na disputa por territórios de venda do pó. Ele defende somente que, desde então, o policiamento no Rio Branco e Niterói mudou bastante. "Temos até um roteiro que é seguido à risca pelas guarnições", explica. "Nosso pessoal está sempre ligado", afirma. "Tanto que não houve nenhum homicídio no Rio Branco ou Niterói neste ano."

O caso mais violento do ano

Matheus Sandim Correa, 18 anos, e Luiz Felipe Freitas da Silva, 19, foram mortos a tiros em um ataque criminoso cometido na noite do dia 22 de janeiro. Ao todo, cinco pessoas foram baleadas, no que poderia ter se tornado uma chacina. Para se ter uma ideia, até mesmo uma dona de casa foi atingida por um tiro de pistola 9 milímetros. A Polícia Civil continua investigando o caso. Até o momento, nenhum suspeito foi preso. De acordo com a polícia, pelo menos três homens chegaram ao local por volta de 21 horas. O Fiesta Branco só encostou na frente da casa e eles entraram atirando. Fugiram instantes depois do crime. O carro fora encontrado pela Brigada Militar minutos mais tarde, em Sapucaia do Sul. A tese da investigação é que os criminosos miravam a eliminação de um alvo, mas acabaram atirando a esmo e ferindo vários.


Confira índices de homicídios em outros janeiros:

2020 - 05
2019 - 14
2018 - 12
2017 - 22
2016 - 09
2015 - 13
2014 - 10
2013 - 14
2012 - 10
2011 - 09

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