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Notícias | Região Cinema

O nazismo visto pelo inocente olhar de um adorável menino

Último dos candidatos ao Oscar a estrear, "Jojo Rabbit" mostra um garoto que acha os nazistas são o máximo. Sátira sobre um dos períodos mais tristes da humanidade consagrou o diretor e roteirista Taika Waititi

Por Leandro Domingos
Última atualização: 13.02.2020 às 08:31

Jojo (Roman Griffin Davis) e o imaginário Hitler (Taika Waititi) em ação no campo de treinamento nazista. Não demora muito para o menino perceber que matar judeus não é seu forte Foto: FOX/DIVULGAÇÃO
Comédias que brincam com o nazismo? O cinema está cheio, afinal grandes cineastas como Charles Chaplin, Ernst Lubitsch, Mel Brooks e Quentin Tarantino já fizeram o público rir com um dos períodos mais trágicos da humanidade. Agora é a vez do neozelandês Taika Waititi (Thor: Ragnarok) montar uma farsa em cima do Holocausto. "Jojo Rabbit" chegou aos cinemas em um momento oportuno, em que o fascismo voltou a ser assunto no Brasil e no mundo. Em cartaz, o filme mostra Johannes 'Jojo' Betzler (o ótimo Roman Griffin Davis), um solitário garoto alemão que acha o Partido Nacional-Socialista o máximo.

O menino de dez anos tem como amigo, graças a imaginação, até um Adolf Hitler, vivido pelo próprio Taika que, antes diretor, era ator de comédias. O mundo de Jojo, porém, é abalado, quando ele descobre que a mãe Rosie (Scarlett Johansson) está escondendo em casa uma jovem garota judia (Thomasin McKenzie) da perseguição nazista. É quando o inocente menino começa a questionar seu ufanismo em torno do Terceiro Reich e de seu próprio Führer. O período é 1945, a poucos meses do final da Segunda Guerra, quando os nazistas viram o território alemão ser invadido pelos russos, americanos e aliados.

Última das produções candidatas ao prêmio máximo do cinema a estrear no Brasil, "Jojo Rabbit" concorreu a seis estatuetas na cerimônia da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood que aconteceu na noite do último domingo, incluindo o Oscar de melhor do ano. Ficou com uma destinada ao roteiro adaptado. Também autor do script, a partir da obra de Christine Leunens, o criativo Taika Waititi foi o responsável por injetar humor em um livro que é puro drama. O resultado é uma encantadora fábula visual, que passeia com desenvoltura entre o humor e a tragédia, sendo coroada por um dos finais mais emocionantes do cinema recente.

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