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Notícias | Região Segurança

Nove mortos em apenas 15 dias em Canoas

Madrugada registrou novo assassinato, desta vez no bairro Rio Branco. Brigada já reforçou policiamento ostensivo e Polícia Civil trabalha cada caso isoladamente

Última atualização: 10.12.2019 às 17:15

Policiamento ostensivo foi reforçado tendo em vista o acréscimo da criminalidade neste final de ano Foto: BRIGADA MILITAR/DIVULGAÇÃO
A violência em Canoas diminuiu de forma acentuada em 2019. Os números comprovam. A taxa dos crimes contra a vida caiu nada menos que 50% na comparação com o número de homicídios anotado no mesmo período de 2018. Foram 50 assassinatos neste ano, algo muito distante das 100 mortes apontadas pelos dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública há um ano. Mérito do trabalho estratégico e alinhado entre as forças de segurança de Canoas, somado a investimentos no setor, sem dúvida. Em detrimento a isso, dá para dizer que o final de ano tem sido especialmente movimentado. Teve assassinato a tiros no Rio Branco na madrugada desta terça-feira (10). E não só este. Em 15 dias, houve o aparecimento de nada menos que outros oito mortos. A média só não é superior que aquela registrada lá no mês de janeiro, quando uma guerra entre traficantes dos bairros Rio Branco e Niterói somou 14 cadáveres aos indicadores criminais da cidade. Então existe uma nova rixa entre traficantes em Canoas? A resposta é não.

Comandante do 15º Batalhão da Polícia Militar (BPM), o coronel Jorge Dirceu Filho esclarece que os assassinatos que vem sendo registrados em Canoas não têm relação entre si. À parte o encontro de três cadáveres, foram seis homicídios nas últimas duas semanas, quatro deles envolvendo o tráfico de entorpecentes, crime que tem sido o mais combatido pela Brigada Militar (BM). O responsável por organizar o policiamento ostensivo na cidade informa que já reforçou as rondas naquelas áreas consideradas delicadas. Ele observa, no entanto, que a maioria das mortes acontecem em becos ou vielas onde a Brigada tem o acesso limitado até pela geografia do terreno, que é difícil. "Há alguns eventos que mesmo o policiamento ostensivo não conseguiria evitar", reforça. "São crimes que ocorrem no final de vielas e, mesmo que tenhamos entrado lá, ocorreriam quando não estivéssemos", esclarece.


Cadáveres descobertos após denúncia

Tendo em vista o esforço da segurança pública em Canoas, e a média de crimes anotados mensalmente na cidade, os nove corpos surgidos nos últimos dias parecem pouco condizentes com a realidade atual. Seis seria um número mais exato. No entanto, a conta foi acrescida no início do mês após uma denúncia que levou os agentes da Delegacia de Homicídios até um terreno no bairro Fátima, onde foram achados três cadáveres, sendo que dois deles já haviam sido assassinados há meses. A Homicídios já prendeu o responsável pelos assassinatos, que confessou os crimes, fechando o caso.


Polícia não trabalha em mistério

Embora ainda existam poucos elementos a respeito do assassinato cometido na madrugada desta terça-feira no Rio Branco, a Delegacia de Homicídios de Canoas não tem nenhum grande mistério sendo trabalhado no momento. Os seis casos de assassinato são apurados separadamente. O delegado Thiago Carrijo não fala sobre investigações em andamento, contudo confirmou serem crimes muito distantes e sem relação. Até mesmo os dois assassinatos cometidos no bairro Mathias Velho, no final do mês passado, tinham nada a ver um com o outro.

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