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Notícias | Região Medidas polêmicas

Leite mantém alteração em plano de carreira e magistério protesta

Apesar do Piratini não ceder aos protestos, líder do Legislativo adota cautela quanto ao PLC 503/2019

Por Jeison Silva
Última atualização: 10.12.2019 às 21:20

Professores saíram em caminhada do Piratini até a Secretaria da Fazenda, bloqueando vias Foto: PAULO PIRES/ges
Com agenda em Brasília, o governador do RS, Eduardo Leite, tomou conhecimento, mas não ouviu as sinetas e os gritos de protesto dos professores em frente ao Palácio Piratini. A estimativa de público no ato na Praça da Matriz na manhã desta terça-feira (10), de acordo com o Cpers/Sindicato, foi de 20 mil pessoas. A categoria está em greve desde 18 de novembro. Em torno de 1,5 mil colégios tiveram a rotina alterada de alguma forma no RS. E a pressão tende a aumentar, pois em meio às manifestações de desta terça-feira, policias civis anunciaram greve a partir de segunda-feira (16), caso a votação do pacote seja confirmada para o dia seguinte. A partir daí, a categoria irá trabalhar com apenas 30% do efetivo. 

Na última segunda (2), Leite havia se reunido com os 30 coordenadores regionais de educação, sob seu comando. Manteve-se firme quanto ao pacote que altera o plano de carreira do magistério gaúcho. "Existem medidas amargas, sim, mas essenciais para garantir o futuro dos servidores", manifestou na ocasião o governador. Ontem, logo após o ato dos professores, Leite reiterou que as propostas modernizam as carreiras. "A aprovação é crucial para reduzir o rombo previdenciário, hoje superior a R$ 12 bilhões/ano."

O governo corre contra o tempo. A Proposta de Lei Complementar (PLC) 503/2019 ainda aguarda parecer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa. O prazo fatal para votação em plenário, por causa do regime de urgência, é na sexta-feira (13). 

Entre outros pontos, a proposta coloca diferença salarial de 6,9% entre um professor de nível 1, que acabou o magistério no Ensino Médio e foi para uma sala de aula, e do de nível 6, com mestrado e doutorado. O pacote também propõe a alteração da Lei 6.672, que discorre sobre o plano de carreira, além do fim da incorporação de gratificações.

Bloqueio de ruas

Nem o sol forte e os 40 graus pararam os professores na terça. Os manifestantes saíram em caminhada pelo Centro até a Secretaria da Fazenda (bloqueando parte das Ruas Riachuelo, Caldas Júnior e Siqueira Campos). A BM reforçou a entrada e não houve tumulto. Representantes de Novo Hamburgo, São Leopoldo, Canoas, Esteio, Gravataí e Cachoeirinha vieram de ônibus fretado e permaneceram no ato até pouco depois do meio-dia. "O presidente da AL/RS Luís Augusto Lara é o mediador na retirada do pacote", destaca a presidente do Cpers, Helenir Schürer. "A votação está prevista para 17, 18 e 19 de dezembro, vamos ao plenário." À tarde, foram às ruas servidores de outros setores públicos estaduais.

Para não "matar o paciente"

Cpers e o presidente da AL/RS Luiz Augusto Lara se reuniram na tarde de terça (10). Pode ter sido um balde de água fria na pressa do governador. "Para o dia 17, fica muito em cima", afirma Lara. "Corremos o risco de aprovar uma reforma que acabe 'matando o paciente'."

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