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Notícias | Região Cinema

Pague um ingresso e veja Will Smith em dose dupla

"Projeto Gemini" traz o astro em um verdadeiro festival de ação orquestrado por Jerry Bruckheimer

Por Leandro Domingos
Última atualização: 10.10.2019 às 08:37

Imagine entrar em uma sala de cinema e encontrar o veterano astro de ação Will Smith, 51 anos, encarando o jovem Will Smith, 20 anos, lá dos tempos da série de TV "Fresh Prince of Bel Air." Imaginou? É exatamente o que acontece em "Projeto Gemini", superprodução que chega hoje às telas. Smith interpreta um tal Henry Brogan. O cara mandou nada menos que 72 para a cova. Misteriosamente, o sujeito se torna alvo de uma caçada. Acaba descobrindo que o homem atrás dele é justamente sua versão mais jovem e vigorosa. A Paramount gastou uma fortuna para recriar o ator digitalmente com perfeição.

É quando o super-assassino toma contado com o tal Gemini. Brogan então entende que sabe demais e precisa ser eliminado. A partir daí, tal qual uma aventura de James Bond, a trama passeia de uma locação a outra, entre Estados Unidos, Bélgica, Colômbia e Hungria, até que ele resolva o problema. O cinéfilo mais experimentado pode observar o nome do chinês Ang Lee ("O Segredo de Brokeback Mountain") na direção e imaginar um suspense de espionagem com cérebro, levantando questões morais relevantes e fazendo comentários sobre o mundo e a sociedade civilizada. Esqueça!

De saída, a coisa toda funciona. Ver dois Will Smith interagindo é divertido, mas o espetáculo resume-se a lutas, perseguições, tiros e explosões. "Projeto Gemini" é o filme mais anos 90 que você vai ver este ano. Nem poderia ser diferente. A produção foi criada pelo veterano produtor Jerry Bruckheimer ("Piratas do Caribe") como um veículo para Tom Cruise ainda no final dos anos 90. A clonagem era o tema da hora no início do século. Ou seja, o novo trabalho de Will Smith já nasceu velho.

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