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Notícias | Região Exclusivo

Autoridades passaram mais de mil informações sigilosas a sócios da InDeal

Todos os dias, durante a investigação, servidores consultavam o sistema de mandados a pedido da cúpula da empresa

Por Silvio Milani
Publicado em: 05.10.2019 às 08:43 Última atualização: 05.10.2019 às 14:38

InDeal: mesmo com réus respondendo em liberdade, empresa não pode operar Foto: Inézio Machado / GES
A partir da primeira reportagem sobre a InDeal, publicada em 15 de fevereiro pelo Jornal NH, até as prisões dos dez membros da cúpula da empresa, na manhã de 21 de maio, todos os dias os sócios conseguiram uma autoridade com acesso ao sistema de mandados para consultar a situação dos investigados. No período, conforme apurado pela reportagem, foram mais de mil acessos feitos por servidores de todas as áreas da Segurança.

A quantidade de consultas ao banco de dados dá uma ideia do grau de favorecimento ilícito aos investigados. O tráfico de influência teria sido decisivo para a cúpula da empresa conseguir ocultar R$ 600 milhões. O valor é a diferença entre o R$ 1,3 bilhão arrecadado com os clientes e os R$ 700 milhões sequestrados em bens e imóveis.

Clientes ainda à espera do dinheiro

Os cinco sócios e os cinco colaboradores mais próximos foram sendo soltos a conta-gotas até que os últimos ganhassem liberdade, em 14 de agosto. Todos respondem a processo de crimes financeiros, enquanto milhares de investidores, iludidos com a promessa der rendimentos de 15% ao mês, ainda se mobilizam para receber o dinheiro de volta. Em comunicados aos clientes, a empresa reitera que tem a intenção de pagar, mas o Ministério Público Federal afirma que não foi apresentada qualquer proposta oficial para ressarcir as vítimas e frisa que não sobrou capital para saldar os compromissos.

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