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Notícias | País CLIMA

COP-26 está perto de acordo sobre as regras do mercado de carbono

Negociações estão encerrando na Cúpula do Clima das Nações Unidas (COP-26)

Por Felipe Frazão e Emilio Sant'anna/Estadão Conteúdo
Publicado em: 12.11.2021 às 14:41

A Cúpula do Clima das Nações Unidas (COP-26) entra no que pode ser seu último dia de negociações a caminho de um desfecho para estabelecer as regras de funcionamento do mercado global de carbono. Fontes diplomáticas já dão como certo que os entendimentos preliminares serão adotados pelos países em declaração nesta sexta-feira (12), em Glasgow, na Escócia. A delegação do Brasil cedeu nas tratativas e afirmou que os países estão "mais perto do que nunca" de chegar a um acordo para estabelecer o livro de regras, regulamentando o artigo 6 do Acordo de Paris.

Negociações estão encerrando na Cúpula do Clima das Nações Unidas (COP-26)
Negociações estão encerrando na Cúpula do Clima das Nações Unidas (COP-26) Foto: Divulgação

A conclusão das rodadas de negociação se arrasta desde a formalização do acordo de Paris, em 2015, e é considerado um dos principais resultados de Glasgow. Na edição anterior da conferência, a COP-25 realizada em 2019, o Brasil foi um dos países que emperraram avanços e fizeram cobranças por contrapartida financeira para ceder. Agora a postura mudou.

Para observadores internacionais, empresários ambientalistas e cientistas que acompanham a cúpula do clima da ONU, a mudança do País está ligada à pressão interna do setor privado brasileiro sobre o governo para rever a posição que travava o acordo. O Estadão teve acesso a um posicionamento oficial da delegação do Brasil, lida em plenária ontem, pelo negociador Leonardo Cleaver Athayde, chefe do Departamento de Meio Ambiente do Itamaraty.

Na reunião, o País indicou flexibilidade em abrir mão de algumas de suas propostas originais que não vinham sendo acatadas, para criar uma forma de contabilidade transparente das transferências de reduções de emissões, o comércio de carbono. "O Brasil tem apoiado um resultado equilibrado que permita a pronta implementação de abordagens cooperativas no artigo 6", diz o texto brasileiro.

Uma das propostas abandonadas era não aplicar "ajustes correspondentes" em determinadas transações, o que poderia abrir caminho para uma dupla contagem de redução de emissões, tanto pelo país vendedor do crédito quanto por aquele que o comprou. Assim, ativistas ambientais dizem que poderia ser criada uma máquina de "lavagem verde".

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