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Notícias | País 7 DE SETEMBRO

Terça-feira será de manifestações contra e a favor do governo pelo Brasil

Presidente Jair Bolsonaro se manifestou nas redes sociais sobre os atos de amanhã (7)

Por Estadão Conteúdo
Publicado em: 06.09.2021 às 10:44 Última atualização: 06.09.2021 às 10:47

A tensão política deve tomar as ruas no feriado de 7 de Setembro, dia em que se celebra a Independência do Brasil.  Sem desfiles cívicos, a data será marcada por manifestações pró e contra o governo de Jair Bolsonaro. De acordo com a Central Única dos Trabalhadores (CUT), pelo menos 200 cidades confirmaram protestos ao longo da terça-feira (7) contra o governo. Pelas redes sociais, Jair Bolsonaro disse na manhã de hoje que "a população brasileira tem o direito, caso queira, de ir às ruas [...] em paz e harmonia.

 

Participação da PM

O risco de que policiais da ativa se envolvam nas manifestações convocadas pelo presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores para o dia 7 de Setembro levou os governadores a montar esquemas para tentar afastar dos atos os PMs e diminuir o risco de conflitos no dia da Independência. Promoções, mobilização de efetivos extras que estariam de folga e o planejamento de operações para controlar a disciplina da tropa estão entre as medidas tomadas nas duas últimas semanas.

Manifestações estão sendo organizadas para o próximo dia 7 Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil
As ações envolvem Estados que registraram, recentemente, episódios de indisciplina dentro das PMs, a maioria ligada à ação de políticos bolsonaristas, como o Ceará, Rio Grande do Norte, o Espírito Santo, e São Paulo. Nos dois primeiros, os governadores promoveram um número maior de agentes de segurança, fenômeno também registrado no Distrito Federal como forma de driblar o congelamento de salários do funcionalismo público. Ambos foram sacudidos pelas duas mais recentes greves de PMs no País entre 2018 e 2020.

Durante a semana, o comando da PM reuniu todos os coronéis de São Paulo para definir os detalhes da Operação Independência. Nos quatro dias do feriado prolongado, a PM contará com 22 mil homens no patrulhamento do Estado e, no dia 7, esse número subirá para 27 mil. Ao todo 20 helicópteros e quatro drones farão a vigilâncias das cidades. Nos atos, todos os carros de som serão revistados e estão proibidos o porte de bastões, drones, rojões ou qualquer outro objeto que possam ser usados contra pessoas.

Ainda pelas redes, Bolsonaro disse na manhã desta segunda-feira (6) que a garantia de participação em manifestação se aplica "a todos os integrantes do Poder Executivo Federal que não estejam de serviço".

Entre outras pautas, o grupo a favor de Bolsonaro pede o voto impresso auditável. Belo Horizonte e São Paulo já confirmaram manifestações para amanhã nas principais ruas. Na organização, estão os grupos Brasileiros Bros, Mães de Direita, Direita BH, MBC, Movimento Conservador, Direita Minas, Marcha da Família, MPB e Avança Brasil.


*Com informações do Estado de São Paulo.

Atos contra o governo

De acordo com a CUT, as manifestações contra o governo estão sendo organizadas pelas centrais sindicais e movimentos sociais que integram as frentes Brasil Popular e Povo sem Medo. 

No Rio Grande do Sul, um dos atos mais importantes ocorre no Espelho d'Água do Parque da Redenção, em Porto Alegre, a partir das 11 horas. Também está prevista uma marcha. Cidades como Alegrete, Santa Cruz do Sul e Santa Maria também confirmaram a realização de manifestações.

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