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CPI da Covid é encerrada depois de colher depoimento de coronel Helcio Bruno

Militar negou que tenha participado de alguma oferta ou pedido de vantagem indevida na negociação de vacinas com o Ministério da Saúde

Por Estadão Conteúdo
Publicado em: 10.08.2021 às 20:22 Última atualização: 10.08.2021 às 20:23

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, encerrou nesta terça (10) a reunião em que ouviu o tenente-coronel da reserva Helcio Bruno de Almeida. Durante as mais de cinco horas, o militar negou proximidade com o governo e, beneficiado por um habeas corpus, Helcio escolheu ficar em silêncio pela maior parte da sessão.

Presidente da ONG Instituto Força Brasil, tenente-coronel da reserva Helcio Bruno de Almeida Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Helcio Bruno, que é presidente da ONG Instituto Força Brasil, chegou à CPI após ser apontado como elo entre representantes da empresa Davati Medical Supply e o Ministério da Saúde nas negociações de compra de vacinas. De acordo com o vice-presidente do colegiado, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), o militar foi convocado à CPI para explicar seu "eventual tráfico de influência" em negociação com suspeição de um pedido de propina.

O militar negou que tenha participado de alguma oferta ou pedido de vantagem indevida na negociação de vacinas com o Ministério da Saúde. Helcio também afirmou que aceitou compartilhar uma agenda marcada previamente no ministério com a Davati Medical Supply, no dia 12 de março, acreditando na "boa-fé" da empresa e com a intenção de acelerar a venda de vacinas para o mercado privado, possibilidade não prevista pela legislação na ocasião. Ele disse ter sido apresentado à empresa pelo reverendo Amilton Gomes de Paula, que prestou depoimento na semana passada.

"Jamais participei de qualquer reunião ou encontro no qual teria sido oferecida ou solicitada vantagem indevida por quem quer que seja e também informo que jamais estive presente em qualquer jantar com o senhor Luiz Paulo Dominghetti muito menos no que teria ocorrido em 25 de fevereiro", declarou o tenente-coronel.

Por decisão da ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), o militar depôs protegido por um habeas corpus, o que lhe garantiu o direito de ficar em silêncio para não produzir provas contra si mesmo. Após suas declarações iniciais, o depoente se negou a responder a maioria das perguntas realizadas pelo colegiado. "Minha defesa está pautada na minha declaração, e na preservação do meu silêncio naqueles pontos que o meu advogado me orientou. Portanto, é a declaração, e fora isso, eu me reservo ao direito de permanecer em silêncio", disse.

 

Bolsonaro

O início da sessão que ouviu o tenente-coronel foi marcado pela reação de parlamentares contra o presidente Jair Bolsonaro por acompanhar, na manhã desta terça-feira, um desfile de tanques e veículos militares blindados em Brasília. Aziz classificou o ato como "lamentável" e acusou o chefe do Planalto de tentar intimidar parlamentares e fazer uma ameaça à democracia. O relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), cobrou as Forças Armadas para deixar de lado o que chamou de "loucuras" do presidente Jair Bolsonaro.

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