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A rotina dos gaúchos que vivem na China: viagens canceladas, multas e escassez de comida

Máscaras se tornaram itens obrigatórios e as prateleiras de alguns estabelecimentos já estão ficando vazias

Reportagem com colaboração de Arlete Biasibetti, Mayara Morales e João Ávila*

O próprio presidente chinês Xi Jinping afirma que a situação é grave. O coronavírus já matou 56 pessoas e infectou outras 1,6 mil. E o ministro da Comissão Nacional de Saúde da China, Ma Xiaowei, disse em coletiva de imprensa neste domingo (26), que o vírus pode se espalhar antes mesmo dos sintomas aparecerem. 

Diante desse cenário, as autoridades chinesas intensificaram as medidas de isolamento para tentar conter a propagação da doença. As restrições de tráfego ultrapassam as fronteiras de Wuhan, o epicentro da epidemia. A social media Monique Ávila, 25 anos, que está morando na China com o namorado, conta que uma amiga chinesa de Beijing teve sua viagem para a Europa cancelada. Além disso, a gaúcha relata que as máscaras são itens obrigatório agora. "Estamos recebendo uma notícia de que quem sair sem máscara corre risco de ser multado. Acabei de comprar mais máscaras pra nós", diz Monique.

'Parece que vai começar uma guerra'

O gerente técnico na área calçadista, Jorge Eliseu Aires, que está em Dongguan, relata que a procura por alimentos se intensificou. "Os chineses estão com mais medo de passar fome do que com medo do vírus. Em todos os mercados as pessoas estão saindo com muita comida. Compram muito arroz. Parece que vai começar uma guerra". Álcool e outros itens de primeira necessidade já estão em falta, segundo Jorge. "O caos vira mais tarde, caso não se reverta essa situação de medo que estão aqui", alerta o gaúcho. 

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