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Notícias | Especial Coronavírus NOVA CEPA

Estado começa a rastrear a entrada da variante Ômicron

Buscas pela mutação do coronavírus descoberta na África do Sul já são feitas pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs)

Publicado em: 30.11.2021 às 07:36 Última atualização: 30.11.2021 às 07:42

A entrada da nova variante do coronavírus batizada de Ômicron já é rastreada pelo governo do RS. A cepa descoberta na África do Sul, que é considerada de preocupação pela Organização Mundial da Saúde (OMS), passou a ser alvo do trabalho de vigilância genômica do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) nesta segunda-feira (29).

Sequenciamento será realizado no Cevs ou na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro
Sequenciamento será realizado no Cevs ou na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro Foto: Itamar Crispim/Fiocruz

De acordo com o especialista em saúde do Cevs, Richard Steiner Salvato, todas as amostras analisadas nos laboratórios do Cevs que resultarem positivas e que tenham carga viral suficiente passarão por um teste de RT-PCR específico para a identificação de possíveis casos da Ômicron.

Caso o teste indique a presença de uma mutação existente na Ômicron e não na Gelta ou na Gamma (variantes em circulação no Rio Grande do Sul atualmente), essa amostra passará por um sequenciamento genético completo para a confirmação. O sequenciamento completo poderá ser realizado no Cevs ou na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro.

A vigilância genômica do coronavírus é um trabalho de rotina do Cevs durante a pandemia, mas é intensificada durante os períodos em que surgem novas variantes de preocupação no mundo. VOC, variants of concern na sigla em inglês, são variantes que apresentam mutações genéticas capazes de trazer alguma mudança no comportamento do vírus.

Mutações na proteína spike

Salvato explica que a Ômicron apresenta um grande número de mutações na proteína spike do vírus, que é a parte responsável por se ligar à célula humana, e também é a região em que parte das vacinas agem. As mutações na proteína spike fazem, principalmente, com que o vírus se torne mais transmissível. “A preocupação se dá pela rápida disseminação em países da África, mas ainda não é possível afirmar que, de fato, há alterações significativas no comportamento do vírus com essa variante”, completou.

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