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Notícias | Especial Coronavírus Solidariedade

Estudante costura máscaras em casa e doa para caminhoneiros em Esteio

Sandra da Silva Morais, 29 anos, produz cerca de 60 máscaras por dia durante a quarentena

Por Renata Strapazzon
Última atualização: 24.03.2020 às 15:52

Máscaras foram distribuídas na Ceasa nesta terça-feira (24) Foto: Divulgação
Uma quarentena voltada para a solidariedade. Assim tem sido o período em casa da estudante de Biologia Sandra da Silva Morais, 29 anos. Moradora do bairro Novo Esteio, em Esteio, Sandra aproveita o tempo costurando, ajudando na proteção daqueles que não podem parar o trabalho nas ruas nem mesmo durante a pandemia do novo coronavírus. 

O foco do trabalho solidário de Sandra são os caminhoneiros. "Decidi confeccionar essas máscaras porque tenho muitas pessoas conhecidas, inclusive parentes que são caminhoneiros e que não pararam na quarentena pra poder manter o abastecimento de setores importantes. Vi a necessidade e resolvi fazer alguma coisa", explica. 

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Segundo ela, por dia são confeccionadas em torno de 60 máscaras. "Consegui duas máquinas emprestadas de amigas para poder fabricar. Estou destinando a caminhoneiros e pessoas que realmente precisam. Hoje, elas foram distribuídas na Ceasa, que e um dos maiores centro de comercialização de hortifrutigranjeiros no Estado. Alguns trabalhadores já ganharam a sua lá nessa primeira hora da tarde", comenta.

Apesar de trabalhar sozinha na costura, Sandra conta com apoio de parentes e amigos em outras etapas da produção. "Tenho meus irmãos e parentes que estão me auxiliando no corte e na limpeza das máscaras", diz. Para a confecção, Sandra utiliza um modelo encontrado na internet, com algumas alterações feitas por ela. "Estou utilizando tecido que não solta tinta, e que pode ser lavado com água e sabão como tricoline, TNT, 100% algodão", exemplifica. Para o trabalho, Sandra tem contado com apoio de vizinhos e de pessoas de outros bairros, além de familiares, que doam pequenos valores para a compra de materiais. "O pessoal é bem solidário", completa.

Consciente da gravidade da situação no País e no mundo, Sandra reforça a necessidade de se manter alerta na prevenção e, para quem for possível, permanecer de quarentena. "Sou estudante do curso de Biologia, então tenho conhecimento de que não é brincadeira, estamos falando de uma doença séria, e que a sociedade não esta levando muito a sério. Principalmente os idosos, sei que no município ainda não houve casos confirmados, entretanto temos exemplos do estado de São Paulo que já perderam o controle do foco de transmissão. Então devemos respeitar o período em casa", reforça.


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