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Notícias | Canoas Rodovia do Parque

Recurso via emendas para iniciar projeto de extensão da 448 até Portão

Etapa, envolvendo processo de ampliação da pista, foi incluída nas emendas da bancada gaúcha em 2022

Por Alecs Dall'Olmo*
Publicado em: 03.12.2021 às 03:00 Última atualização: 03.12.2021 às 08:09

Foi dado mais um importante passo para avançar o processo de extensão da BR-448, a Rodovia do Parque, até a cidade de Portão. Ontem, o deputado federal Lucas Redecker, presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Extensão da BR-448, confirmou que o projeto de extensão da estrada até Portão foi incluído nas emendas da bancada gaúcha, da Câmara dos Deputados, para 2022. Uma ação que faz parte da mobilização na área política e também de representantes de entidades. "O projeto da BR-448 estará entre as prioridades na liberação de recursos no parlamento. Serão destinados R$ 5,8 milhões de bancada para o projeto. Deste valor, R$ 1 milhão é de minha responsabilidade."

Estrada com 22,3 quilômetros de extensão liga, atualmente, Sapucaia do Sul a Porto Alegre
Estrada com 22,3 quilômetros de extensão liga, atualmente, Sapucaia do Sul a Porto Alegre Foto: Arquivo/GES
Segundo Redecker, esta era a etapa que faltava para a execução da licitação que vai contratar o projeto de engenharia, já que o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) foi concluído, segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

"Nos estamos trabalhando de forma lúcida e por etapas. Primeiro precisava do estudo de viabilidade técnica. Estudo finalizado. O próximo passo agora é a execução do projeto. Foram várias conversas com o Dnit e Ministério da Infraestrutura. Sabia que para almejar a extensão da 448 precisamos estar em dia com os projetos feitos e não tínhamos o projeto. Então, conseguimos incluir uma rubrica na emenda e pedir para os colegas de bancada que colocassem recursos para iniciar esse projeto", reforça Redecker.

Custo estimado

Agora, conforme o parlamentar, há indicação de rubrica específica com recursos para iniciar o projeto e com a possibilidade de incluir mais recursos para trabalhar na finalização desse processo. Segundo dados do Dnit, apresentados durante uma reunião na sede do departamento na capital, o custo estimado do projeto é de 10 milhões.

Nesse encontro de outubro, o superintendente regional do Dnit no RS, Hiratan Pinheiro da Silva, lembrou que foi aprovado estudo de viabilidade, envolvendo 18 quilômetros até Portão. E esclareceu que com o estudo de viabilidade técnica, a próxima etapa seria o projeto. Na época, o Dnit já havia solicitado a autorização para licitar o projeto, mas dependia de recursos.

Estudos ambientais

O projeto, que está nas emendas para receber recursos, tem um prazo de execução de mais de um ano. Trata-se de uma ação que envolve sondagens, discussões e avaliações nas quatro estações para estudos ambientais. Ou seja: considerado um projeto de infraestrutura de longa duração.

"Trata-se de uma luta antiga. Infelizmente não foi possível fazer a rodovia até Portão, que seria o melhor dos cenários. Mas trabalhamos para priorizar a 448 em meio a várias obras. O ministro Tarcísio (ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas) disse que não inicia obra sem finalizar. Então, temos que estar em dia com o projeto. Deixar tudo pronto, em termos do projeto, para no momento oportuno de conseguir ter os recursos (para a execução da obra, orçada, conforme o Dnit, em mais de R$ 1 bilhão) e tirar do papel", avalia Redecker. A liberação desse aporte financeiro do projeto depende do rito de liberação dos recursos das emendas.

*Colaborou Isabella Belli

Mobilização intensa envolve a ligação da rodovia BR-448 até a RS-240

A mobilização por uma obra de longo prazo do porte da extensão da BR-448 é fundamental. Trata-se de um empreendimento para reforçar as várias ações já em andamento para melhorias do tráfego, como a duplicação da ponte sobre o Sinos. Logo que a Rodovia do Parque foi liberada, pela então presidente Dilma Rousseff, ações para ampliar o caminho até Portão passaram a ganhar espaço. Aliás, o EVTEA divulgado em janeiro deste ano concluiu que há viabilidade econômica para a ampliação da BR-448 até a RS-240, já que os benefícios para a sociedade compensam os investimentos. No caminho também há ações que envolvem a conclusão do trecho da pista até Esteio, pela Avenida Celina Chaves Kroeff, no bairro Novo Esteio. Já a ideia de ir com a 448 até Estância Velha foi descartada pelo Dnit a partir dos estudos de viabilidade técnica pelo fato da região ser mais urbana, com muitas moradias.

Mobilização pela necessidade da extensão da Rodovia do Parque na região

Redecker explica que do valor total para o início do projeto (R$ 5,8 milhões), 2 milhões a bancada gaúcha que disponibilizou como um todo. "O restante cada deputado colocou um pouco dos recursos que podem utilizar. As emendas de bancada contam com valor determinado, que precisa dividir em 17 rubricas. Tem que conseguir colocar uma obra na rubrica. Tivemos quase 200 pedidos de obras no RS e conseguimos fechar as 17 e incluir a 448 entre elas. Cada rubrica entra com valor específico com o mínimo de recursos da bancada geral (no caso da 448, os 2 milhões e cada deputado pode direcionar um valor para cada rubrica", ressalta. Esses direcionamentos ajudaram a compor o valor total. Segundo Redecker, entre os que participaram estão Alceu Moreira, Giovani Feltes, Dionilso Marcon, Nereu Crispim e Marcel van Hattem. Para completar, na mobilização pela busca de recursos para o projeto, tema abordado com ênfase em reunião em outubro no Dnit, estavam o deputado estadual Luciano Zucco; delegado Rodrigo Zucco; prefeito de Campo Bom e presidente da Associação dos Municípios do Vale do Rio dos Sinos (Amvars), Luciano Orsi; prefeito de Portão, Kiko Hoff; e presidente da Câmara da Indústria, Comércio e Serviços (Cics) de Portão, Dary Pissetti.

Inaugurada em 2013

A BR-448 é conhecida como Rodovia do Parque por passar por dentro do Parque Estadual do Delta do Jacuí, uma unidade de proteção integral. Com 22,3 quilômetros de extensão, a rodovia liga Sapucaia do Sul a Porto Alegre, passando por Esteio e Canoas. A pista foi inaugurada em 2013 com o objetivo de desafogar a BR-116 que, na época, apresentava sérios e diários problemas de longos engarrafamentos.

Para que a rodovia fosse construída, um estudo socioambiental precisou ser feito para proteger a fauna e a flora do local, além de remanejar e integrar na sociedade famílias que haviam ocupado parte da área. Esse trabalho começou em 2005 pelo Programa de Reassentamento Populacional da Rodovia do Dnit, que instalou as 600 famílias em uma vila em Canoas que foi construída especificamente para elas.

O Dnit também desenvolveu ações para a geração de emprego e renda a esta população. Já em relação ao estudo ambiental, além de medidas compensatórias, de redução dos impactos e da própria preservação da área, programas de sustentabilidade foram desenvolvidos, como redução de atropelamento da fauna, que consiste em ações de monitoramento das espécies e também na construção de passagens sob a rodovia para os animais, como no Arroio Sapucaia e a Vala Mathias.

Ainda dentro das ações de sustentabilidade e proteção ambiental, está o monitoramento de recursos hídricos que é controlado por meio de 14 poços piezométricos, que nada mais são que equipamentos que conseguem medir o nível freático. Logo após a inauguração, conforme dados do Dnit, a BR-448 conseguiu absorver 40% do tráfego que antes ficava retido na BR-116. Isso representava cerca de 40 mil veículos. Atualmente, a rodovia é umas das principais rotas entre a capital e o norte do Estado, além também de ser usada por cargas que têm entre os destinos o Vale do Taquari e a Serra.

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