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Notícias | Canoas Economia

Impacto da pandemia é maior entre as mulheres

Pesquisa mostra que elas sofreram mais no trabalho e com demissões

Publicado em: 16.11.2021 às 08:46 Última atualização: 16.11.2021 às 08:46

Pamela Warren, da Egon Zehnder: "Covid parou progresso"
Pamela Warren, da Egon Zehnder: "Covid parou progresso" Foto: Divulgação / Egon Zehnder
Um estudo internacional de executivos empresariais revelou que a pandemia global tem limitado severamente as oportunidades de avanço no local de trabalho para as mulheres, e que os líderes se sentem restritos em suas habilidades de intervir e ajudar devido a outros desafios comerciais alimentados pela Covid-19.

Como muitas mulheres foram desproporcionalmente afetadas pelos desafios no local de trabalho durante a pandemia - com taxas de perda de empregos e demissão maiores que as dos homens - a pesquisa de Egon Zehnder revelou que estes reveses têm o potencial de perturbar a liderança, o avanço e o equilíbrio entre a vida profissional e familiar das mulheres a longo prazo.

Os resultados mostram que apenas 25% dos entrevistados estão promovendo as mulheres e apenas 12% estão buscando a igualdade de remuneração para apoiar o avanço delas. E, enquanto 37% estão construindo confiança e dando incentivo, é necessário que haja planos mais específicos e tangíveis para garantir o avanço das mulheres.

"Embora antes da pandemia as mulheres estivessem fazendo progressos constantes no local de trabalho - aumentando os papéis de liderança -, a Covid-19 praticamente parou esse progresso. Pior ainda, esta nova pesquisa demonstra que a pandemia está ameaçando reverter estas tendências e empatar o avanço a longo prazo", diz Pamela Warren, co-líder de diversidade e inclusão da Egon Zehnder, empresa global de consultoria de liderança.

"Os líderes precisam agir agora, tomando medidas rápidas e tangíveis para redefinir construções de longo prazo do que significa o trabalho e parece criar uma cultura pós-pandêmica onde as mulheres - e todos os trabalhadores - possam prosperar", afirma.

Desemprego - No Brasil, mesmo sendo maioria, as mulheres ainda ocupam menos espaço nas empresas. Segundo dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 54,5% das mulheres estão empregadas, enquanto que o percentual referente aos homens é de 73%.

Além disso, as mulheres ainda recebem salários em média 22% menores do que os homens. Os dados também apontam que muitas mulheres perderam trabalho durante a pandemia.

Entre o 3º trimestre de 2019 e o mesmo período de 2020, o contingente de mulheres fora do mercado aumentou 8,6 milhões, a ocupação feminina diminuiu 5,7 milhões e mais 504 mil mulheres passaram a ser desempregadas, segundo Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD).

 

As principais conclusões da pesquisa

Trabalho remoto

- 97% dos executivos do alto escalão das empresas pesquisadas concordam que o trabalho remoto beneficiou as funcionárias. A maioria destacou maior flexibilidade no horário de trabalho, melhor equilíbrio entre trabalho e vida pessoal e familiar e maior tempo pessoal/familiar sem deslocamento.

Volta ao escritório

- Apesar de se beneficiarem do trabalho remoto, 84% dos executivos esperam que os líderes do sexo feminino retornem ao local de trabalho nos mesmos índices que os líderes do sexo masculino.

Impacto negativo

- 4 em cada 5 líderes dizem que a pandemia teve um impacto negativo sobre o progresso das mulheres no local de trabalho. Além disso, 76% acreditam que as mulheres em suas organizações estão fazendo malabarismos com mais responsabilidades profissionais e pessoais do que os homens.

Mais estresse

- 2 em cada 3 líderes tiveram um esgotamento durante a pandemia. Desse número, 69% listaram o estresse relacionado à pandemia como um contribuinte direto. 86% dos entrevistados observaram uma mudança em suas responsabilidades pessoais desde a pandemia, variando do cuidado ao aumento das responsabilidades domésticas. Esta mudança também é notada por ambos os sexos, sendo mais provável que os homens digam que suas responsabilidades pessoais aumentaram (72%) em comparação com as mulheres (63%).

Objetivos afetados

- Os desafios exacerbados trazidos pela pandemia da Covid-19 tornaram difícil para os líderes alcançar seus próprios objetivos. 95% dizem que a Covid-19 impactou suas habilidades para serem bem sucedidos no cumprimento dos negócios, cultura de equipe e objetivos pessoais de liderança.

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