Publicidade
Notícias | Canoas Violência doméstica

Preocupação é grande com o aumento das mortes no lar

Secretaria Estadual de Segurança Pública apontou crescimento de 225% no número de feminicídios no Rio Grande do Sul. A situação em Canoas também é preocupante. Na comparação com agosto do ano passado, a cidade teve um aumento percentual de 300%

Publicado em: 14.09.2021 às 15:53 Última atualização: 14.09.2021 às 16:22

A delegada Clarissa Demartini reforça a importância das denúncias à Polícia Civil Foto: PAULO PIRES/GES
A Secretaria Estadual de Segurança Pública divulgou os índices referentes ao mês de agosto. Os registros de feminicídios no Rio Grande do Sul saltaram 225% na comparação entre o mês passado e o mesmo período de 2020, segundo os indicadores divulgados na sexta-feira (10).

Em agosto do ano passado, foram quatro registros de mulheres mortas. Já durante os últimos 31 dias do ano passado, foram 13 mulheres que pereceram para a violência que nasce no lar no Rio Grande do Sul, o que resulta em um aumento percentual de 225%.

No acumulado desde janeiro, houve um aumento de 26% entre 2020 e 2021. Foram 57 feminicídios nos primeiros oito meses de 2020, contra 72 no mesmo período deste ano. Somado a este número, foram 20,9 mil ameaças, 11,2 mil casos de lesão corporal e 1,2 mil estupros no ano.


Aumento

A situação em Canoas também não é positiva. A cidade já chegou a registar até dois anos sem registrar um feminicídio. Em 2020, esta sequência foi quebrada com a morte de uma vítima. Contudo, ao longo de 2021, já foram registrados quatro crimes, o que resulta em um aumento de 300% no número de mortes.

Em pleno mês de combate a violência doméstica, Canoas registrou 83 casos de ameaça, 46 de agressão, sete de estupro, além de uma morte. Na noite de 11 de agosto, um rapaz de 26 anos esganou a mãe até a morte no bairro Mato Grande.

Segundo a Polícia Civil, a vítima de 56 anos era conhecida devido ao trabalho que passava com filho usuário de drogas. Ela já havia sido agredida por ele mais de uma vez, conforme a apuração, bem antes da morte.


Conscientização

Na avaliação da delegada Clarissa Demartini, responsável pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Canoas, o crime poderia ter sido evitado, caso algum vizinho ou parente tivesse levado à polícia a situação ao qual a mãe estava submetida.

"Crimes como este podem ser evitados", defende. "É preciso fortalecer os canais de denúncia e as pessoas precisam se conscientizar que uma situação assim tem que chegar ao conhecimento da polícia", prossegue. "É uma vítima entrar no nosso radar e ingressar na rede de proteção e assistência".

TAGS: Canoas
Gostou desta matéria? Compartilhe!
Encontrou erro? Avise a redação.
Publicidade
Matérias relacionadas

Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.