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Notícias | Canoas Sem dar conta

Canoas tem aumento de 12% de inadimplência em maio, maior alta do ano

Na comparação com 2020, houve queda de 7% no endividamento

Por Daniele Farias
Publicado em: 09.06.2021 às 09:38 Última atualização: 09.06.2021 às 13:43

Registros de maio indicam canoenses mais apertados para pagar as dívidas Foto: PAULO PIRES/GES
O número de brasileiros endividados chega a 1,6 milhão em 2021, segundo dados da Serasa Experian. São 63 milhões de pessoas com contas atrasadas em abril. Uma alta de 0,7% em relação a março, sendo o maior índice desde agosto de 2020, com 39,5% da população adulta. Em Canoas, a tendência não é muito diferente.

De acordo com o SCPC da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), tomando por base os cinco primeiros meses de 2021, a inadimplência teve um recuo de 7% em relação ao ano anterior na cidade. Este resultado se deve principalmente ao mês de abril de 2020, que obteve o maior índice daquele ano devido ao início da pandemia. Tomando apenas 2021 como referência, o mês de maio teve o maior aumento, que representa 12% a mais do que a média dos demais meses.

Segundo o presidente da CDL Canoas, Marcos Negrini, esse número pode ser significativo ou não, depende de como a economia vai reagir nos próximos meses. Negrini destaca que alguns fatores podem ter influenciado para o aumento da inadimplência, como a Páscoa e a lista de material escolar com a volta às aulas, por exemplo - onde as pessoas compraram mais e acabaram se endividando. "Também o longo período de fechamento dos negócios, em função do agravamento da pandemia de Covid-19 pode ser uma das causas destes números", destaca.

Para o promotor de vendas, Jéferson Tonielo, 28 anos, este ano está mais complicado para manter as contas em dia. "A gente tem que escolher as prioridades. Atualmente está mais difícil para mim, pois minha esposa perdeu o emprego no início do ano", conta.

A auxiliar de enfermagem, Júlia Lemos, avalia que sua família está em uma situação mais estável agora. "Estou conseguindo manter as contas em dia nos últimos meses. Consegui pagar o que estava em atraso no início do ano, estamos mais apertados, mas não faço mais contas até ter um alívio", destaca.

Negociar sempre vale

Para quem está com o nome sujo na praça, Negrini orienta a procura pela negociação. "A inadimplência sempre é uma situação negativa, seja para o consumidor, que passa a pagar juros e tem seu nome incluído nos birôs de informações de crédito, seja para o comerciante, que passa a ter sérios problemas com o caixa da empresa", ressalta. Quem precisa negociar deve procurar a empresa para propor um acordo, pois assim há maior possibilidade de manter o crédito.

As empresas também podem oferecer condições mais vantajosas para consolidação e parcelamento dos débitos ou até campanhas de descontos sobre juros ou multas, de acordo com a política que considerar mais conveniente, a fim de possibilitar que o consumidor quite seus débitos, trazendo caixa para a operação e continuar mantendo o vínculo com o cliente.

Reorganize o orçamento

O ideal é que você faça uma tabela com o seu orçamento mensal. Existem diferentes aplicativos e sites que oferecem gratuitamente guias e tabelas que podem ajudar.

Avalie se é viável fazer cortes no seu orçamento. É importante que toda a família participe desse processo. Se você tiver filhos pequenos, pode ser uma ótima oportunidade para que eles já começarem a lidar com as finanças.

Tente complementar sua renda com alguma atividade que não demande mais investimentos.

Fuja de novas dívidas

Procure não fazer novas dívidas e não aceite crédito fácil que algumas instituições oferecem, pois acabam tendo taxas de juros mais altas e prejudicando mais ainda o seu bolso.

Tenha sempre uma reserva para os imprevistos e use o dinheiro extra, quando for possível, para quitar as dívidas atuais. E sempre que possível, fuja do crediário e compre à vista.

75% das famílias gaúchas estão endividadas

A quinta edição de 2021 da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência da Fecomércio-RS (PEIC-RS) registrou que 75% das famílias gaúchas estão endividadas. Divulgado no último dia 31 de maio, o estudo mostra um novo crescimento desse percentual, que no mês anterior havia registrado 73,2% e em maio de 2020 61%.

Mesmo com o aumento, o quadro não preocupa tanto, tendo em vista o bom desempenho dos indicadores de inadimplência.

Conforme a pesquisa do órgão, o percentual de famílias com contas em atraso foi de 20,1% em maio. Esse foi o menor resultado desde maio de 2019, quando o percentual foi de 19,1%. O percentual de famílias endividadas e que não tem condições de quitar dívidas no mês seguinte, foi de 5,7%.

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