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Notícias | Canoas Operação Laverna

Polícia Civil mira e acerta estelionatários que atacavam em Canoas, Sapucaia e Esteio

Investigação de seis meses levou à quadrilha que responsável por golpes na Região Metropolitana. Foram R$ 7 milhões apreendidos da organização criminosa, que ocasionou prejuízos a um total de 20 empresas

Publicado em: 08.06.2021 às 18:06 Última atualização: 08.06.2021 às 18:12

Operação Laverna foi lançada na manhã desta terça-feira (8) pela Polícia Civil Foto: POLÍCIA CIVIL/DIVULGAÇÃO
O estelionato voltou à mira da Polícia Civil. Nesta terça-feira (8), uma ação conjunta envolvendo agentes da Civil e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) levou ao cumprimento de 74 ordens judiciais contra lavagem de dinheiro e crimes de estelionato na Região Metropolitana de Porto Alegre. A batizada Operação Laverna mira um grupo responsável por crimes em Guaíba, Porto Alegre, Xangri-lá, Tramandaí, Cachoeirinha, Canoas e Esteio.

As ordens judiciais são divididas em 35 afastamentos de sigilo bancário, fiscal e financeiro, 10 bloqueios de contas bancárias, dois sequestros de bens imóveis, indisponibilidade de 14 veículos e 13 mandados de busca e apreensão. Não aconteceram prisões, porém esta primeira fase deve culminar em uma segunda etapa com os criminosos sendo levados à cadeia.

A apuração teve início em janeiro deste ano, com a prisão em flagrante de um homem por estelionato. Ele já vinha sendo monitorado pela polícia, segundo a delegada Karoline Callegari, que conduziu a investigação. O suspeito preso transportava um caminhão com uma carga de produtos químicos, que não havia efetuado o pagamento. Foi quando os policiais chegaram ao grupo.

"A movimentação financeira do grupo era incompatível com o valor declarado. Nesta primeira etapa da investigação, buscamos documentos e elementos para demonstrar a rede montada pelos criminosos", esclareceu a delegada. "Acredito que os documentos vão indicar as lideranças criminosas por trás de tudo."

Não demorou muito para que os policiais descobrissem que os golpes eram divididos em duas fases. A primeira era a procura por empresas com ampla linha de crédito no mercado. Já na segunda fase, os criminosos faziam compras nos alvos, com a entrega antecipada ao pagamento ou com pagamento parcelado. Pagavam a entrada e as parcelas restantes ficavam em débito com os fornecedores.

"Eles faziam compras expressivas. Davam uma entrada para logo a seguir não pagar mais. Desapareciam e não atendiam telefone, e-mail, nada", revela Karoline. Em dezembro, o grupo chegou a colocar uma faixa de férias coletivas na frente de uma das empresas de fachada apenas para desviar os cobradores. "Eles faziam qualquer coisa para não pagar."

Os estelionatários tinham como fonte de capital as mercadorias sem pagamento e a comercialização de produtos. As empresas lesadas relataram à polícia que eles terminavam revendendo os produtos que negociavam. De acordo com o apurado, o grupo fornecia produtos de áreas como construção civil, eletroeletrônicos, etc. "As mercadorias arrecadadas pelo grupo eram comercializadas abaixo do valor de mercado", explicou o delegado Mario Souza, da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (DPRM).


Investigação prossegue

De acordo com o delegado Mario Souza, embora a empresa tenha surgido em Guaíba, a maior parte das operações partia de Canoas, Sapucaia, Esteio e Cachoeirinha. Estão sendo investigadas 35 pessoas ligadas direta e indiretamente com o grupo.

"A sangria foi estancada e a quadrilha vai parar de lesar vítimas após esta primeira etapa da operação", garante. "A partir de agora vamos atrás dos responsáveis", avisa.

Já são pelo menos 20 vítimas, leia-se empresas lesadas, conforme o delegado. A Polícia Civil conseguiu sequestrar bens móveis e imóveis totalizando o montante aproximado de sete milhões de reais.

"Nós vamos esclarecer de onde vem cada centavo e se for possível, vamos ressarcir as vítimas dos valores subtraídos pelos criminosos."

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