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Ministério Público vai fazer vistoria na área da Havan

Após apontamentos de ambientalistas, Promotoria de Justiça vai inspecionar o local na segunda-feira

Publicado em: 14.05.2021 às 03:00 Última atualização: 14.05.2021 às 15:57

Obras na área onde vai ficar a Havan seguem a todo o vapor desde março Foto: PAULO PIRES/GES
Na segunda-feira (17), o Ministério Público (MP) vai até o terreno onde está sendo construída a loja da Havan. O objetivo do promotor Felipe Teixeira Neto, da Promotoria de Justiça Especializada de Canoas, é vistoriar o terreno.

A agenda da Promotoria de Justiça surgiu após denúncias de Organizações Não Governamentais (ONGs) de que os quarteirões formados entre as vias Boqueirão, Açucena, Farroupilha e Major Sezefredo Azambuja são formados por Áreas de Preservação Permanente (APP).

O assunto vem sendo discutido por ambientalistas desde que foi anunciado o local onde seria instalado o empreendimento no ano passado. Conforme apontam, trata-se de uma área cujos banhados vêm sofrendo degradação ao longo dos anos.

De acordo com o ambientalista Walter Kuhme Júnior, o objetivo da vistoria é uma análise técnica do trabalho que vem sendo desenvolvido no local, visando a preservação dos cerca de 100 hectares que permanecem intocados pelo homem na área.

"A gente não vai conseguir reverter o que está feito. Só queremos sensibilizar a opinião pública para que seja preservado o que restou daquela área, que é importantíssima para Canoas. De repente, parece que todo mundo só quer construir ali. Canoas tem tanto lugar bom para erguer uma empresa", opinou.

Atrasos

Diretor de expansão da Havan, Nilton Hang, confirmou a abertura de uma loja, em Canoas, em 16 de janeiro do ano passado. Na época, ele apontou que o empreendimento teria quase 10 mil metros quadrados e seria um dos maiores da empresa no Brasil, gerando 150 empregos diretos e outros 250 indiretos para a cidade. As obras começaram ainda no ano passado, mas precisaram ser interrompidas.

A previsão inicial era de que a loja estaria funcionando até a Páscoa deste ano, mas isso não aconteceu. Por último, a informação passada pela empresa era de estimativa para a abertura em junho, porém a própria Havan informou que isso não vai acontecer. "A data está indefinida", afirmou Nilton Hang. "Houve atraso na regularização do terreno."

Olho d'água, nascente e arroio

A Prefeitura de Canoas já havia se manifestado sobre o assunto e inclusive divulgado o mapeamento técnico da área, detalhando que o empreendimento seguiu à risca as diretrizes da Lei Ambiental vigente. À frente da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Paulo Ritter avaliou positivamente a vistoria que vai acontecer no local na segunda-feira. "Todo o processo envolveu muita transparência desde o começo", afirma. Na área licenciada, segundo ele, não há qualquer olho d'água, nascente ou arroio. "Não está em discussão qualquer solicitação de empresa para afetarmos aqueles 98 hectares que existem lá atrás, após a rotatória", defende. "Acho importante a visita do MP até para que este assunto seja esclarecido de vez. Não há irregularidade."

 

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