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Notícias | Canoas Dor de cabeça

São 700 chamadas, por final de semana, para a BM de Canoas, por perturbação do sossego

Comando do 15º Batalhão da Polícia Militar (BPM) avalia que seriam necessárias 200 viaturas para dar conta de todas as ligações para o 190. "A maior parte é de pessoas reclamando de barulho e de aglomerações perto de casa", apontou o comandante Jorge Dirceu Filho

Publicado em: 14.01.2021 às 12:08 Última atualização: 14.01.2021 às 14:49

BM tem corrido muito para atender a ocorrências de perturbação da ordem Foto: LEANDRO DOMINGOS/GES-ESPECIAL
O governo do Estado divulga, nesta quinta-feira (14), um balanço a partir dos números da segurança pública registrados ao longo de 2020. O saldo é positivo, com o Rio Grande do Sul anotando uma queda significativa na taxa de homicídios no RS. Canoas também apresenta ótimos números, de forma que a maior preocupação da Brigada Militar (BM) tem sido dar conta de atender as 700 chamadas registradas, a cada final de semana, por perturbação do sossego.

De acordo com o comando do 15º Batalhão da Polícia Militar (BPM), a Brigada continua trabalhando para diminuir crimes de homicídio e roubos, no entanto está precisando repensar o atendimento de ocorrências, entre o início da noite de sexta-feira e a tarde de domingo, devido ao enorme número de chamadas apontando barulho e também aglomerações. Na avaliação do tenente-coronel Jorge Dirceu Filho, seriam necessárias 200 viaturas para dar conta da demanda.

"A maior parte é de pessoas reclamando de barulho e de aglomerações perto de casa", apontou o comandante do 15º. Este tipo de chamada para o 190 foi potencializada durante a pandemia, segundo Dirceu. À parte aquelas chamadas que indicam um grande número de pessoas em determinado local, a demanda maior diz respeito a moradores reclamando dos vizinhos que receberam meia dúzia de pessoas em casa para um churrasco.

"Isso é um problema, porque a Brigada precisa dar conta de ocorrências graves, ao mesmo tempo em que acaba se envolvendo em situações de desconforto entre vizinhos que não geram nem um risco real de contágio por Covid", explicou o comandante. "Também incomoda o fato que, ao chegar no endereço do reclamante, a pessoa faz que não é com ela, porque não quer se indispor com o vizinho. São brabos pelo telefone ou pelas redes sociais, mas parecem gatinhos assustados na hora de enfrentar o problema."

Por causa da alta demanda, o coronel confirma estar mudando a forma de atuar da BM neste tipo de caso. Agora, passado um determinado período que a chamada é feita, a BM ligará para o reclamante, com o objetivo de confirmar se a reclamação continua procedendo. "Reclamam muito que a Brigada não atende a chamada, mas é porque são muitas", ressalta. "O que mais dá são aquelas ocorrências em que a Brigada chega no local, mas não existe nada acontecendo. É só perda de tempo."

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