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O segundo confinamento pelo qual passou Ieda Wobeto foi bem mais difícil que o primeiro

Às vésperas do início da edição 21 do Big Brother Brasil, fomos ouvir a brother canoense que tornou-se sinônimo de vitalidade. Aos 74 anos, a eterna "mama" do BBB17 fala de trabalho, reality show, saúde e, principalmente, amor

Publicado em: 13.01.2021 às 14:41 Última atualização: 14.01.2021 às 14:51

Aos 74 anos, a ex-BBB Ieda Wobeto passou está com o controle nas mãos Foto: PAULO PIRES/GES
Quatro anos depois de participar do Big Brother Brasil 17, Ieda Maria Wobeto voltou a conhecer o sabor do anonimato. Aos 74 anos, de máscara de proteção fixada ao rosto, circula pelas ruas de Canoas sem ser reconhecida. Agora, basta retirar a máscara para que a eterna "mama" do BBB17 passe a receber carinho e atenção. Isso porque Ieda não sofreu o estigma de "ex-brother", permanecendo em evidência desde sua participação no programa, em 2017. Tendo em vista a aproximação da edição 21 do Big Brother, que estreia no dia 25, conversamos com a ilustre canoense não apenas sobre o reality show, mas também a respeito de trabalho, saúde e, principalmente, amor.

O segundo confinamento, desta vez forçado pelo risco de morte, devido a pandemia, foi o pior, é claro. Mesmo que cercada pela família e contando com o apoio de amigos, Ieda revela que o isolamento imposto causou certa depressão com o passar dos dias. Representante do chamado grupo de risco, viu a rotina ser também alterada do dia para a noite. "Ninguém imaginava que o vírus ganharia a proporção que ganhou no mundo todo", observou. Com a esperança que o ano de 2021 seja de soluções para o problema que atingiu a população mundial, ela também tratou de projetos e planos para o futuro. "Não sei se vou chegar aos 100, mas estou me esforçando", brinca. "Sei que não é comum ver uma mulher de 74 anos em forma como estou", gaba-se. "Então, acho que, até agora, estou fazendo tudo direitinho."

Confira a entrevista na íntegra com a nossa eterna BBB:

DC - Como foi este segundo período de confinamento?

Ieda Wobeto - Foi angustiante. Difícil para mim, como foi para todo mundo. Não faço rodeios. Sei que faço parte do grupo de risco, então acabai permanecendo longe do convívio de familiares e amigos durante a maior parte do tempo. Me vi em depressão durante algum tempo, mas superei e agora estou bem.

DC - O começo foi mais complicado?

Ieda Wobeto - Nem tanto. Eu estava em São Paulo quando tudo começou. Voltei para Canoas e logo me vi em casa, com minha filha e a namorada dela. O começo foi como férias, sabe? Só a gente em casa, brincando, se divertindo. Ninguém sabia exatamente o que iria acontecer. Eu mesma pensei que toda aquela tensão duraria semanas, mas estava enganada. Levou um tempo para perceber que a realidade havia sido alterada e seria necessário se adaptar para continuar viva.

DC - Li que terminou um relacionamento recentemente. Sofreu com momentos de solidão isolada em casa?

Ieda Wobeto - Muito. Quem está casado não tem ideia o quanto foi difícil para a maioria se relacionar durante a pandemia. Meu namorado ficou em São Paulo, enquanto eu estava em Canoas. Dava um pouco de conforto ao olhar pela janela e ver que eu não era a única nesta situação. Foi um período em que conversei muito com fãs pela internet. Ouvi pessoas e seus problemas pelas redes sociais, tentando ajudar da melhor maneira. Conversei com homens e mulheres que têm tudo no mundo, mas que, em meio ao isolamento, perceberam que não tinham nada, além da solidão.

DC - Porém, está solteira agora, certo? Tem recebido alguma cantada?

Ieda Wobeto - Várias, além de já ter recebido uns dez pedidos de casamento desde que souberam disso. (risos) Respondo que estou bem no momento, permanecendo sozinha, mas alguns insistem. Principalmente os mais jovens. Causei polêmica no BBB, quando disse que gosto de homens mais novos. Porém, recebo mensagens de jovens com 18 e 19 anos, querendo fazer de tudo para ficar comigo. Entenderam errado. Gosto de novinho, mas não de criança. Tenho mais de 70 anos, homem mais novo para mim tem 50. (mais risos)

DC - Sabendo então que o assédio continua grande, não há risco da Ieda Wobeto ser encontrada no Tinder?

Ieda Wobeto - De jeito nenhum. Até já usei uns Par Perfeito da vida há muitos anos, mas isso é passado e gosto de olhar para frente. A gente nunca sabe o que vai acontecer amanhã, mas no momento me sinto bem sozinha. Só que posso conhecer alguém interessante e isso mudar de uma hora para outra. Ainda tenho muitas aventuras a viver. Não sei se vou chegar aos 100, mas estou me esforçando. Sei que não é comum ver uma mulher de 74 anos em forma como estou. Então, acho que, até agora, estou fazendo tudo direitinho.

DC - Além de admiradores, manteve contado com algum ex-BBB durante este novo período de confinamento?

Ieda Wobeto - Sim, diariamente. Me ajudou muito. Tenho três grupos que participo no WhatsApp. O dos participantes do BBB17, o dos ex-BBBs gaúchos e o dos ex-BBBs de todas as edições do programa. Então o contato é diário.

DC - E existiu algum paralelo entre o confinamento vivido pela "mama" na casa da Rede Globo e este enfrentado em Canoas?

Ieda Wobeto - Acho que a única relação que faço entre a participação no programa e esta fase difícil é a minha vontade de superar os limites, de continuar vivendo e ir além. A pandemia era um desafio e também encarei e vou continuar encarando até o final. Sou uma mulher que sempre foi atrás daquilo que quer. Decidida, sabe? Quis participar do BBB e participei. Superei muitas adversidades dentro da casa. O preconceito era grande. E continua enorme fora da casa, até hoje.

DC - Fala disso com ressentimento ...

Ieda Wobeto - É claro. Tem muita gente sem noção. As pessoas ofendem e querem humilhar, sabe? Principalmente pelas redes sociais. Alguns me chamam de velha. Dizem que eu deveria estar em um asilo. Sei filtrar bem, mas não vou disfarçar. Incomoda bastante ler este tipo de comentário. Felizmente, continuo servindo de inspiração a muita gente. Estes, sim, me dão motivação e me apoiam pelas redes sociais.

DC - Por falar em inspiração, está em ótima forma. Como se manteve tão bonita durante o confinamento?

Ieda Wobeto - Isso vem da época em que desfilava, quando fui miss, eu acho. Sempre tentei me regrar e estabelecer uma rotina que faz bem para o corpo e a mente. Nunca fui de balada e bebedeira. Curto programa família e mantenho uma rotina de exercícios e alimentação saudável. Tenho corpão, por isso continuo sendo assediada. Me valorizo, entende? Acho que este é maior problema das pessoas. Elas não se valorizam. Por isso, acabam não sendo valorizadas. Vejo mulher de 40 anos deprimida porque o marido trocou por uma de 20. E por que ela não pode trocar ele também por um mais novo? É isso que argumento sempre. A mulher tem que se gostar e viver. Aproveitar as oportunidades e o amor, porque as oportunidades aparecem e, quando menos se espera, e o amor também.

DC - E quais são os projetos da Ieda Wobeto para logo que a pandemia tiver o quadro controlado?

Ieda Wobeto - Meus projetos estão sendo conduzidos antes mesmo da vacina chegar. Firmei parcerias muito boas que renderam alguns frutos interessantes durante o isolamento em casa. Fora isso, tenho um projeto audacioso sendo trabalhado. Pode até não dar certo, mas vou arriscar mesmo assim. Por enquanto não posso revelar mais, mas garanto que vai dar o que falar.

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