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Notícias | Canoas Trânsito

Secretaria de Transportes está reavaliando placas de sinalização e velocidade em Canoas

Tendo em vista as mudanças na legislação, promovidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), engenheiros estão medindo as velocidades apontadas em placas distribuídas pela cidade. Na Venâncio Aires, motoristas têm circulado bem acima dos 50 km/h indicados. Já na Sezefredo Azambuja, motociclistas têm sido flagrados a mais de 100 km/h

Publicado em: 17.09.2020 às 19:43 Última atualização: 18.09.2020 às 08:29

É bem acima de 50 km/h a velocidade empregada por condutores na Rua Venâncio Aires Foto: PAULO PIRES/GES
Com uma loja quase na esquina da Venâncio Aires com a Expedicionário, no bairro Nossa Senhora das Graças, Ângela Merchese quase nem acredita que ninguém ainda tenha sido atropelado em frente ao estabelecimento. Isso por conta da velocidade que é empregada por condutores que passam pela Venâncio no sentido Centro-Niterói. Nem o quebra-molas que está fixo no local consegue amortecer o pique dos condutores de carros, motos e caminhões que passam pelo local diariamente. "Por aqui passam muitos idosos e, sinceramente, não sei como é que um carro não pegou algum ainda", pondera. A placa indica que a velocidade no trecho é de 50 km/h, porém é difícil observar alguém dentro do limite. "A gente vê os fiscais com o radar. Só que algumas quadras adiante. Se colocassem aqui, multariam todo mundo", aponta.

Pois é por preocupação justamente com a velocidade dos motoristas que técnicos ligados a Secretaria Municipal de Transportes e Mobilidade (SMTM) estão fazendo um levantamento em ruas e avenidas da cidade. O objetivo é a adequação de todas, seguindo as mudanças na legislação promovidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Conforme o secretário Ademir Zanetti, a partir de agora, se uma placa indicar 50 km/h, isso será embasado por estudos técnicos, levando em conta inclusive o número de acidentes na via. "Onde hoje é 50 km/h, nossa engenharia vai passar a adotar critérios muito sérios para avaliar porque é 50 e não 60. Afinal, ao aumentar a velocidade, está se aumentando também o risco de um acidente com danos materiais ou mesmo atropelamento", esclarece.

Medições vão passar a ser mais frequentes

A entender, a velocidade de 50 km/h é definida pelo poder público, com base nas análises das características da via. As novas resoluções do Contran, entretanto, pedem que o trabalho seja bem mais embasado ao ser definida a classificação. "Se antes, apenas observando as características da via, era possível classificar a velocidade, hoje isso mudou", aponta. "Faremos até três medições em horários de pico no local, analisando também o histórico de acidentes com danos materiais e lesões. É preciso entender a própria cultura da via", frisa. Canoas já tem boa parte de suas ruas e avenidas seguindo parâmetros de velocidade apontados pelo Contran. Por isso, a Secretaria de Transportes quer aproveitar para tornar mais frequente a medição da velocidade e sinalização nas vias. "As placas que indicam a velocidade que estão implantadas continuam valendo, porém, à luz da nova legislação, vamos passar a dar mais atenção a cada trecho", avisa. Uma das maiores perigosas, a Avenida Guilherme Schell não deve sofrer qualquer alteração. "O problema na Guilherme Schell está mais ligado a educação do condutor, que insiste em ignorar a velocidade da via de 60 km/h. É normal nossos radares flagrarem motoristas a mais de 100 km/h no local."

 

Motociclistas a 100 km/h na Sezefredo Azambuja

Uma das vias que está na mira dos agentes da fiscalização de trânsito é a Rua Sezefredo Azambuja, onde os acidentes são frequentes. No local, é comum que sejam identificados motociclistas circulando a mais de 100 km/h em uma via onde é permitido, no máximo, 60 km/h. "Já é uma velocidade considerável e mesmo assim temos motoristas que não respeitam e circulam muito além disso. Nosso pessoal costuma flagrar especialmente motociclistas a mais de 100 km/h no local", aponta Zanetti. Felizmente, não há acidentes com feridos graves, mas sim danos materiais. "Especialmente nas rótulas", aponta o secretário. "O motorista que passa pelo local precisa entender que se ele estiver acima da velocidade, vai estar colocando pessoas em risco. É por isso que nossos agentes estão sempre por ali, em local visível, com o radar."

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