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Notícias | Canoas Contra os roubos

Guarda Municipal aponta ter intensificado as rondas pelas passarelas de Canoas

Criminosos têm atacado especialmente mulheres e adolescentes na nova passarela amarela, próxima ao Conjunto Comercial, e também na travessia perto do iPuc, no Centro

Publicado em: 14.09.2020 às 12:41 Última atualização: 14.09.2020 às 16:19

Guarda Municipal intensificou trabalho nas passarelas para coibir os crimes Foto: PAULO PIRES/GES
A Cristiane Aguiar teve a bolsa e o celular levados por um assaltante, ao atravessar a passarela do iPuc, no Centro, no início do mês. Quer dizer, foi mais ou menos isso. O mais certo é dizer que um menor, se achando mais forte que ela, se aproveitou para tirar a bolsa da jovem de 24 anos, com o celular dentro. "Eu estava atravessando, quando ele chegou por trás", conta. "Ele deu um puxão com força, mas eu estava segurando firme e não soltei. Aí ficamos cada um puxando de um lado, enquanto ele dizia larga ou vai apanhar", relata. Por fim, o adolescente foi mais forte e arrancou a bolsa, fugindo em direção à área central para instantes depois não ser mais visto. "O guri era muito rápido", aponta.

Não é de hoje que este tipo de crime é cometido nas passarelas de Canoas. A polícia sabe e tem coibindo as investidas dos delinquentes com ações pontuais. Além da passarela do iPuc, a nova amarela, que substituiu a antiga instalada no Conjunto Comercial, no Centro, mais a travessia entre os bairros Rio Branco e Fátima, também estão constantemente sendo vigiadas por causa de criminosos. Secretário de Segurança, Alberto Rocha aponta que a Guarda Municipal continua com uma operação permanente de rondas pelas passarelas, especialmente durante as manhã e também nos finais de tarde, que é quando os assaltantes resolvem atacar trabalhadores. As pessoas têm que ir ou voltar do trabalho sem prejuízo."

Conforme o secretário, não há grandes criminosos circulando pelas passarelas de Canoas, mas sim delinquentes que se aproveitam, especialmente de mulheres e menores de idade, para atacar. O próprio caso da jovem roubada no iPuc é um exemplo. A ideia do criminoso era levar a bolsa ao passar correndo pela vítima, contudo houve resistência. "Eles querem mesmo o celular para depois trocar por entorpecentes como crack ou maconha", explica. "Para quem tem dinheiro, um celular pode não ser nada, porém para o trabalhador que passa um ano pagando, ele significa muito. Por isso, estamos trabalhando em cima", avalia.

Brigada fez ação pontual na passarela amarela

A Brigada Militar (BM) também tem feito sua parte nas passarelas e também nas imediações de cada uma das estações de trem de Canoas. A investida promovida pelo 15º Batalhão da Polícia Militar (BPM) visa também coibir os ataques a trabalhadores, principalmente os que se valem do transporte público. Há algumas semanas, a BM conseguiu terminar com os frequentes ataques que estavam acontecendo na nova passarela instalada na Rua Domingos Martins. O alvo era um assaltante que vinha causando prejuízos especialmente nos finais de tarde a trabalhadores. "Começamos um trabalho no local assim que soubemos do primeiro caso", aponta o comandante Jorge Dirceu Filho, que ressalta a importância do registro da ocorrência. "Sem o registro, não ficamos sabendo do roubo. Montamos uma ação pontual no Centro porque as pessoas relataram os crimes."

Tentativas de se atirar da passarela

Não são apenas os assaltos que causam preocupação nas passarelas de Canoas. Quem vive na cidade, pode já ter acompanhado a tentativa de alguém se atirar da passarela sobre a BR-116. Acontece com mais frequência do que é noticiado. Hoje, entretanto, devido ao monitoramento através das câmeras do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), existe uma vigilância maior. Por isso, é possível que a segurança trabalhe mais rápido. No mês passado, um homem com uma corda amarrada ao pescoço ameaçou se jogar em uma das passarelas da Avenida Guilherme Schell. Ele acabou sendo convencido por servidores da Guarda Municipal a não se matar. Terminou descendo pacificamente do local após minutos de tensão entre a vida e a morte. "Felizmente, conseguimos evitar o pior", comentou o secretário.

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