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Notícias | Especial Coronavírus Com a palavra, o secretário

Fernando Ritter tira dúvidas mandadas por leitores do Diário de Canoas sobre a Covid-19

No comando de importantes decisões de combate à doença, ele dispara: "Se puder, fique em casa. Não há nada mais importante que você possa fazer neste momento para evitar a disseminação do vírus."

Última atualização: 26.06.2020 às 14:21

Secretário Fernando Ritter esclarece dúvidas a respeito da pandemia em Canoas Foto: PAULO PIRES/GES
"A falta de informação é uma aliada da infecção por Covid-19", disse à nossa reportagem uma vítima da doença. É verdade, em tempos de fake news, a divulgação de informações contraditórias só prejudica o trabalho das autoridades em saúde no combate à doença.

Pensando nisso, o Diário de Canoas resolveu ouvir os questionamentos dos leitores e encaminhá-los diretamente para o secretário de Saúde, Fernando Ritter. Eram muitas dúvidas. Ritter esclareceu alguns pontos importantes sobre número de leitos, bandeira vermelha e o pico da epidemia.

Mais uma vez, o secretário aproveitou para destacar: "Se puder, fique em casa. Não há nada mais importante a se fazer neste momento para evitar a disseminação do vírus."


Confira abaixo as dúvidas respondidas pelo secretário Fernando Ritter:

Qual é a situação dos leitos de UTI hoje?

Hoje, estamos 87% dos leitos ocupados. Já chegamos a 91% de ocupação, no final de semana passada. Estamos numa rede de assistência, o SUS [Sistema Único de Saúde] que é universal. Assim como há pacientes de outras cidades internados em Canoas, há pacientes de Canoas internados em outras cidades, o sistema de regulação do Estado determina para onde cada pessoa irá, é assim que funciona.

Qual o número de internados na UTI com Covid-19 na última semana?

O número de leitos de UTI vem se mantendo entre 30 e 35 leitos ocupados nos últimos dias, justamente por isso o gatilho foi acionado e abrimos mais dez leitos de UTI na última semana.

Os boletins da prefeitura apenas assinalam óbitos de canoenses ou também de pacientes de fora ocorridos em Canoas?

Todos os óbitos registrados nos nossos boletins são de canoenses, como tem sido especificado em todas as ocasiões nas quais são feitas as divulgações.

O que nos resta fazer agora que Canoas foi classificada na bandeira vermelha?

Nossa região teve como ponto crítico a velocidade da transmissão do vírus. Esse é o principal fator que nos colocou na bandeira vermelha. Para reverter, é preciso reforçar as regras de quarentena e trabalhar na conscientização da população. Como se sabe, os números estão crescendo e a circulação do vírus tem sido maior.

Como está a rede de atendimento nas cidades vizinhas? Como tem sido este diálogo? Estamos a ponto de precisar das transferências daqui para outros hospitais?

O diálogo entre as prefeituras das cidades que compõem a região 8 tem sido frequente e estreito. Nesta semana, Esteio, por exemplo, anunciou a abertura de mais seis leitos de UTI. Então é seguro dizer que os municípios estão alinhados e pensando nas estratégias sempre em conjunto, visando o combate à pandemia em nível regional. No atual momento, temos leitos disponíveis para internação de pacientes em UTI.

Há pessoas que duvidam da confiabilidade dos dados sobre Covid. Como é este fluxo para informar a população da idoneidade dos dados?

A Prefeitura divulga periodicamente os números atualizados tanto de testes, quanto de infectados e de curados. A divulgação ocorre sempre que há novos casos confirmados ou óbitos de canoenses registrados. Estes dados são disponibilizados nas redes sociais da Prefeitura ao mesmo tempo em que são enviados para toda a imprensa.

Com a chegada do inverno, em que fase do combate a Covid entramos agora em Canoas?

Como já falamos algumas vezes, estamos entrando na pior fase, até o momento da pandemia. O rápido crescimento dos casos coincide com a chegada do inverno. Nos preparamos, desde o início da pandemia, para a chegada deste momento. Ampliamos leitos, estamos contratando profissionais, agora precisamos administrar esses picos do coronavírus. Se puder, fique em casa. Não há nada mais importante a se fazer neste momento para evitar a disseminação do vírus.

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